Um enorme pedaço de foguete deve atingir a Lua nesta sexta-feira (4). O lixo espacial, com peso estimado de 3 toneladas, alcançará a superfície lunar a uma velocidade de 9.300 km/h. 

O episódio deverá deixar uma cratera considerável na Lua, medindo entre 10 e 20 metros de diâmetro. Não será possível acompanhar a batida a olho nu, e módulos lunares lançados por agências espaciais estarão longe demais do local para detectar o impacto. 

Na verdade, pode levar semanas ou até meses para que cientistas confirmem a colisão por meio de imagens de satélite. Mas quando isso for feito, essa se tornará a primeira vez que pesquisadores documentam uma batida não programada entre algum objeto e a Lua.

Não se sabe ao certo a origem do foguete que colidirá com a Lua. Em janeiro, o cientista Bill Gray apontou que o lixo espacial pertencia a um foguete Falcon 9, da SpaceX, lançado em 2015. Depois, foi dito que o objeto gigante era, na verdade, um resto de um foguete chinês lançado em 2014. 

Independente do responsável pelo detrito, o evento mostra a importância de rastrear o lixo espacial que vai para o espaço profundo. Objetos que ficam na órbita baixa são facilmente identificados, mas isso não ocorre com pedaços de foguetes que não retornam para queimar na atmosfera terrestre, por exemplo. 

A Lua não possui atmosfera. Sendo assim, o satélite não tem uma barreira de proteção contra meteoros, asteroides ou lixo espacial. Ao mesmo tempo, não há vento por lá. As crateras que se formam não sofrem intervenção do clima e ficam presentes na superfície do satélite por toda a eternidade.