O Google Maps torna fácil explorar o mundo — ele já nos levou à Groenlândia, os mares de Fernando de Noronha, e a um deserto dos Emirados Árabes, com a ajuda de um camelo — e agora você também pode fazer o mesmo com o corpo humano.

Um novo projeto de autoria de pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, pegou emprestado os algoritmos que fazem o Google Maps funcionar para criar largas e exploráveis porções de tecido humano, aproximando até uma célula individual. O primeiro exemplo juntou terabytes de dados do osso do quadril, escaneado com um microscópio eletrônico.

O resultado, que você pode usar aqui, é usado para analisar o transporte de nutrientes moleculares, que no passado tomava 25 anos para se completar — mas pode ser feito em apenas algumas semanas hoje, de acordo com os pesquisadores. É esperado que outras instituições usem as mesmas técnicas no futuro — incluindo cientistas de Harvard, que buscam fazer algo parecido com o cérebro de ratos. [UNSW via PopSci]