A farmacêutica Pfizer anunciou, nesta sexta-feira (5) que uma pílula experimental desenvolvida pela companhia obteve eficácia de 89% em reduzir risco de internação ou morte entre pessoas com casos graves de Covid-19. A informação é baseada em resultados iniciais de um estudo de fase 2 conduzido pela empresa.

Chamado Paxlovid, o medicamento é um antiviral oral que funciona quando administrado em três dias após o diagnóstico. A pesquisa contou com 1.219 adultos da América do Norte, América do Sul, Europa, África e Ásia. Desse grupo, 45% dos pacientes viviam nos Estados Unidos. 

Os participantes da pesquisa, que ainda não foi publicada ou verificada por cientistas independentes, eram idosos ou apresentavam alguma comorbidade — o que os colocam no grupo de risco. Todos eles apresentavam sintomas leves a moderados de Covid-19.

Os voluntários foram tratados em até cinco dias após o aparecimento dos sintomas. 1% do grupo que recebeu Paxlovid teve necessidade de atendimento no hospital, e nenhum voluntário morreu. Por outro lado, 6,7% dos pacientes que receberam placebo foram hospitalizados e 10 deles morreram.

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Albert Bourla, CEO da Pfizer, disse em comunicado que os resultados são uma verdadeira virada de jogo nos esforços globais para a pandemia. “Esses dados sugerem que nosso candidato a antiviral oral, se aprovado ou autorizado pelas autoridades regulatórias, tem o potencial de salvar a vida dos pacientes, reduzir a gravidade das infecções por Covid-19 e eliminar até nove em cada dez hospitalizações.” 

Alguns países já deram a largada em busca do medicamento. O Reino Unido, por exemplo, encomendou 250 mil aplicações do novo tratamento da Pfizer, juntamente com outras 480 mil doses da pílula Molnupiravir, da farmacêutica Merck Sharp and Dohme, que recebeu aprovação do órgão regulador de medicamentos do país.