A farmacêutica Pfizer divulgou nesta terça-feira (14) resultados preliminares sobre sua pílula contra a Covid-19. Em testes, o medicamento apresentou eficácia de 89% em pacientes que pertencem ao grupo de risco da doença. A empresa solicitou à Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa americana, permissão para usar o comprimido de forma emergencial.

O estudo ainda não foi revisado por pares e nem publicado em uma revista científica. Mesmo assim, os resultados mostraram consistência quando comparados a dados já divulgados em novembro. 1.200 pessoas haviam participado do teste anterior, e outros 1.000 voluntários foram agregados a esse grupo para os resultados mais recentes. 

O tratamento Paxlovid da Pfizer combina o novo medicamento nirmatrelvir ao antiviral ritonavir, usado no tratamento do HIV. Esse segundo remédio ajuda a desacelerar a quebra do nirmatrelvir (responsável por inibir a replicação do vírus), permitindo que o remédio permaneça ativo no corpo por mais tempo — e em concentrações mais altas. 

Todos os voluntários eram considerados do grupo de risco para a Covid e não haviam sido vacinados contra a doença. O grupo que recebeu o comprimido três dias após o início dos sintomas teve as chances de ser internado pela doença reduzidas em 89%. Ninguém que recebeu o medicamento foi a óbito, contra 12 mortes no grupo placebo. 

A farmacêutica também está conduzindo testes do medicamento com pessoas que não possuem risco de desenvolver quadros graves de Covid-19. Neste grupo, foi apontada uma redução de 70% na necessidade de hospitalização, mas o comprimido não cumpriu o papel de sanar os sintomas.

Em ambos os testes, as pessoas que receberam o Paxlovid apresentaram redução na carga viral após cinco dias de medicação. Os resultados divulgados pela Pfizer também confirmam que a pílula funciona como um inibidor potente da variante ômicron, o que pode ajudar a barrar a transmissão do vírus daqui para frente.

Autoridades da Pfizer disseram estar aguardando autorização do FDA para distribuir o medicamento nos EUA. Além disso, a farmacêutica também afirmou estar em contato com as principais agências regulatórias em todo o mundo para ampliar a oferta do tratamento.