A plataforma Pinterest está supostamente em negociação para comprar o VSCO, um aplicativo de edição e compartilhamento de fotos que você deve se lembrar por inspirar uma subcultura adolescente em 2019. De acordo com o New York Times, duas fontes com conhecimento do assunto disseram que as negociações continuam em andamento e ainda não existem notícias de um possível valor para a aquisição ser efetivada.

Nem o Pinterest nem a VSCO confirmaram as informações sobre esta situação. Mas, em uma declaração ao Times, a porta-voz da VSCO, Julie Inouye, disse que a companhia não discute rumores e está “sempre se reunindo com empresas diferentes em todo o espaço criativo”.

No entanto, o momento seria bem adequado, uma vez que o Pinterest bateu um recorde surpreendente no quarto trimestre do ano passado: a empresa viu um aumento no número de usuários e no valor de mercado, já que o isolamento social por conta da Covid-19 fez com que muitas pessoas tivessem tempo suficiente para navegar sem rumo pelas mídias sociais.

Segundo o Times, a rede social supostamente cresceu com 100 milhões de novos usuários em 2020 e agora possui quase 460 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo. Ela também apresenta um valor de mercado de cerca de US$ 49 bilhões, e os especialistas projetam que a receita total da empresa pode crescer em mais de 48% em 2021.

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Neste ponto, é do interesse do Pinterest continuar a surfar nesta onda de sucesso e se concentrar em construir sua percepção pública, onde ele é indiscutivelmente mais fraco. Mesmo que muitas pessoas estejam na plataforma, é mais provável que você encontre pessoas que o odeiam do que usuários expressando elogios. Por isso, adquirir o VSCO — um serviço que evita as métricas tradicionais de mídia social, como “curtidas” e contagens de seguidores, e é popular entre a Geração Z, vide o meme “VSCO girl” — poderia injetar uma nova vida na marca.

Mesmo assim, algo ainda fica contra o Pinterest: o seu histórico com várias denúncias por manter um ambiente de trabalho inadequado. Em meio ao crescimento da empresa nos últimos anos, os funcionários reclamaram de alguns ambientes de trabalho são extremamente tóxicos, com várias mulheres entrando com ações judiciais por terem sofrido discriminação racial. A ex-COO do Pinterest, Françoise Brougher, deixou o cargo abruptamente no ano passado com poucas explicações. Depois, ela alegou ter sido pressionada a sair por reclamar de discriminação de gênero e desigualdade salarial entre os chefes da empresa.