Acabou o Carnaval e é hora das promoções! Hora de ZERAR O ESTOQUE! DEU A LOUCA NO GERENTE! E agora você, país, empresa, família ou entidade que teve membros sequestrados pelos piratas somalis, é hora de recuperar seu ente querido! Nada de altos juros, nada de asteriscos ou contratos mirabolantes, é 20% de desconto na lata! É pegar ou largar (no mar).

A situação dos piratas somalis é parecida com a de lojas que ficam com produtos encalhados: o excesso de reféns obrigou uma reorganização econômica no sindicato dos piratas modernos, e para manter o fluxo de saques, ganhar mais dinheiro e ter menos branquelos para cuidar, os “vendedores” anunciaram no domingo que parte de seus “produtos” receberam um corte — calma, leiam tudo antes de achar que rasgaram a cara do povo — de 20% no valor total! Que mamata, meus amigos, que mamata!

Aparentemente os piratas perceberam que mesmo mantendo centenas de pessoas em espaços mínimos e com alimentação digna de um país subsaariano, é caro demais alimentar tantas bocas. Pelos dados, atualmente os somalis rebeldes estão em posse de 30 navios com 659 pessoas no total. A ideia deles era devolver cada embarcação por 5,4 milhões de dólares, mas a lei de oferta e procura entrou em ação e os obrigou a mudar de estratégia.

Um dos piratas chegou a declarar à Reuters que a classe mudou suas estratégias e “alterou as operações e transações de reféns baseado nos negócios modernos”. No resumo, tudo o que eles querem é um jogo rápido, um pirateada moleque, marota, com toques rápidos, sem firulas. Fez o refém? 20% de desconto aqui, pagamento rápido, próximo sequestro. Apesar de surreal, é um alívio saber que ao se adequar aos negócios modernos, os piratas deixaram de lado parte dos assassinatos, pranchas para tubarões e coisas do tipo. Recomendamos a abertura de um Pirata Urbano. [Wired]