Foi apenas há alguns meses que a “Liberator”, primeira arma totalmente impressa em 3D, foi disparada com sucesso. E ela já chegou à coleção permanente de um museu. Nada mal para algo tão jovem.

Não apenas uma, mas duas unidades foram compradas pelo V&A Museum, de Londres, por um preço não revelado. Mas por que eles não imprimiram uma própria?

É que eles optaram por comprar as armas realmente disparadas pelo estudante de direito Cody Wilson. Ele criou e testou a Liberator, construída a partir de dezesseis peças diferentes, feitas de plástico ABS em uma impressora Stratasys Dimension SST. Também há um prego que age como pino de disparo.

A pistola dispara balas de calibre .22, pequenas porém letais, e possui uma peça de aço de 170 g para que seja reconhecida por detectores de metais.

O V&A Museum explica em um comunicado os motivos para comprar a arma:

A invenção desta chamada “arma wiki” provocou intenso debate e fortes discussões sobre os benefícios das novas tecnologias de fabricação, e do compartilhamento on-line não-regulamentado desses designs [de arma]. O V&A adquiriu dois protótipos da Liberator, uma pistola desmontada e uma série de itens de arquivos para aumentar a sua coleção de objetos impressos em 3D, e para representar um ponto de inflexão nos debates em torno da manufatura digital.

Faz sentido: o museu quer capturar o momento de polêmica que vivemos envolvendo armas feitas em impressora 3D. Por enquanto, elas não fazem muito para prejudicar a ordem social: as armas só disparam uma vez, e é custoso fabricá-las pois impressoras 3D são caras. Mas este é um debate que continuará no futuro, à medida que os designs e as impressoras evoluem.

Torcemos que a próxima revolução industrial trazida pela impressão 3D não seja interrompida por essa polêmica. Afinal, essa tecnologia pode nos trazer coisas incríveis. [Dezeen]