Prestes a lançar planos de assinatura mais baratos nos Estados Unidos, a Disney+ também deve realinhar sua política de propagandas. Segundo informações da Variety, nem toda empresa vai conseguir emplacar um anúncio na plataforma de streaming.

O Disney+ já rejeitou marcas de bebidas alcoólicas que tentaram negociar um espaço comercial no streaming. Candidatos a cargos políticos e rivais no mercado de entretenimento, claro, também ficaram de fora. Os executivos do serviço de streaming já sinalizaram essa proibição às agências.

Outro detalhe apurado pela Variety é que o Disney+ vai se recusar a exibir comerciais em séries e filmes voltados para crianças em idade pré-escolar, e também quando o perfil usado pelo assinante para assistir ao conteúdo estiver definido como infantil. A postura casa com o que a empresa sempre fez nos canais tradicionais da TV paga, como o Disney Channel e o Disney Junior.

O plano com comerciais do Disney+ deverá exibir quatro minutos de propaganda por hora. A estratégia é a mesma que a concorrente HBO Max faz em sua opção de assinatura na mesma faixa de preços. Já o streaming Peacock, ainda indisponível no Brasil, exibe 5 minutos de comerciais por hora. A carga de comerciais do Disney+ ainda será mais leve que o “irmão” Hulu, que registra de 9 a 12 anúncios por hora. 

Planos mais baratos vêm tomando conta do universo do streaming. A Netflix sofreu uma significativa queda de 200 mil assinantes apenas no primeiro semestre de 2022 e se prepara para lançar a própria versão da modalidade até o fim do ano.