O fim do Jélysson, o falso diretor do WhatsApp que em correntes dizia que ia passar a cobrar pelo uso da rede, parece estar próximo. Ao que tudo indica, a plataforma de mensagens está trabalhando para descobrir formas de coibir o envio de spams e correntes entre os usuários, segundo os blogs WABeta Info e Whatsappen.

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Por ora, o WhatsApp não se pronunciou sobre o assunto. Porém, esses blogs conseguiram capturas de tela de recursos que a rede eventualmente pode implementar para evitar correntes ou golpes.

Uma das possibilidades consideradas é o app notificar a pessoa, caso ela esteja tentando encaminhar algum conteúdo para muitos contatos. Esse recurso geralmente é usado por spammers, pois é possível enviar mensagens para usuários que não necessariamente estejam em sua lista de contatos.

“Uma mensagem que você está encaminhando foi enviada muitas vezes” é um dos avisos que pode aparecer ao tentar realizar a operação. Foi observado também que a pessoa que receber uma mensagem muito enviada deverá ter algum tipo de notificação. Porém, por ser uma medida ainda em desenvolvimento, pode ser que nem seja lançada.

Captura obtida pelo WABeta Info mostra aviso de que mensagem já foi encaminhada muitas vezes. Crédito: WA Beta Info

Segundo observa o WABeta Info, o usuário conseguirá encaminhar uma mensagem até 25 vezes sem receber nenhum tipo de notificação. Nesse caso, seria interessante que a rede implementasse uma espécie de gancho, com duração de algum tempo, justamente para coibir essa prática.

Nem sempre o envio em massa de mensagens é um spam ou uma corrente. Pode ser um convite de aniversário ou algum aviso importante para amigos próximos. Nesses casos, o WhatsApp recomenda usar a lista de transmissão. Dessa forma, apenas contatos que estão mutuamente adicionados na lista de contatos receberão a mensagem.

As medidas parecem relativamente simples, mas são bem importantes. Como o WhatsApp é usado por bilhões de pessoas, o app acaba sendo um meio eficiente para espalhar chorume, desinformação e boatos — como o do Jélysson do WhatsApp, que pessoalmente é meu boato favorito [tente imaginar um diálogo com Mark Zuckerberg, do Facebook, tentando fechar a compra do WhatsApp com um diretor chamado Jélysson].

Brincadeiras à parte, a disseminação de spams e correntes pode ter consequências bem sérias. Em maio de 2017, um boato espalhado na Índia no app causou a morte de sete pessoas. Sem falar na incontável quantidade de golpes que prometem promoções, máquinas de café gratuitas e até emprego.

Portanto, seria interessante que o WhatsApp implementasse medidas anti-spam o quanto antes. As eleições de 2018 já estão aí. E, mesmo assim, no fim do ano passado, já tivemos um boato dizendo que quem não cadastrasse a biometria teria de pagar uma multa de R$ 150.

[TechCrunch]

Foto do topo por Pixabay