Uma pesquisa da NPD da semana passada mostrou que mais da metade dos celulares vendidos hoje nos EUA são smartphones. Os números no Brasil ainda não são tão confiáveis neste sentido, mas as pessoas de operadoras com quem conversamos deixam claro que os celulares inteligentes aqui não passam de 8% – algo natural num país onde 80% usa pré-pago. Por quê?

Sim, é uma pergunta retórica. Temos poucos smartphones em primeiro lugar porque o preço, comparado ao salário médio, ainda é muito alto – mesmo que já seja possível achar celulares bem de entrada (alguns Nokia ou Androids pequenos) por cerca de R$ 600 no pré-pago. Há facilidades para a compra, de dividir em 12 vezes na conta pela TIM, ao desconto que se ganha na Oi – ou mesmo os “24 vezes das Casas Bahia”. Ainda é caro, mas já é um cenário bem melhor que um ano atrás – se apertar o cinto, dá para faturar.

O segundo motivo da baixa penetração pode ser o preço dos planos de dados, que ajudam muito a dar sentido a um telefone mais caro. Mas aí tivemos algumas melhoras no cenário também. Há mais gente com Wi-Fi em casa, no trabalho ou restaurante, há a internet pré-paga da TIM de 50 centavos ao dia – ou o Vivo On, por exemplo. E a expectativa é que existam planos mais flexíveis para quem quer usar o 3G.

As últimas razões poderiam ser 1) falta de segurança (pra quê comprar um celular caro que pode ser roubado em uma metrópole?) e 2) As pessoas não precisam e/ou não saberiam usar. Eu conheço algumas pessoas nessa categoria.

Mas queríamos saber de você, pessoa sem-smartphone e amigo do Giz que deve babar em alguns posts. Qual a principal razão para você ainda não ter um?

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Foto por Michael Kwan/Flickr