Escolher um bom processador é uma das decisões que mais pesam na hora de adquirir um novo notebook. Afinal, o item fará toda a diferença no desempenho do computador portátil ao executar as tarefas pretendidas pelo usuário.

Ou seja, um processador com baixo desempenho pode acabar frustrando o consumidor, impedindo que o notebook consiga abrir uma planilha pesada no Excel, fazendo com que ele trave durante a reprodução de vídeos ou engasgue durante jogos online.

O problema é que, para muitos, a escolha costuma ser uma verdadeira dor de cabeça. Pode ser difícil para um usuário comum entender a sopa de letrinhas e números que marcam esses chips.

Por isso, aqui estão as principais dicas para lhe ajudar nessa tarefa.

A evolução dos processadores

Até o início dos anos 2000, todos os processadores vinham com apenas um único núcleo central de processamento.

Hoje em dia, há no mercado desde os dual-core (ou “dois núcleos”) até os de 18 núcleos — como o Intel Core i9-10980XE Extreme Edition. É como se num mesmo circuito integrado existissem vários processadores independentes, dividindo entre eles a execução das várias tarefas do notebook.

Quanto mais núcleos, melhor será o desempenho do notebook. Entretanto, o preço também será mais alto. Geralmente, os processadores móveis (para notebooks) tendem a ser mais lentos e gastam menos energia do que os processadores dos PCs pessoais, principalmente para conservar a energia da bateria.

Ao comprar um notebook, o usuário pode acabar encontrando dispositivos contendo os processadores da Intel ou da AMD, as duas principais fabricantes do setor.

De forma bem simplista, os processadores da AMD normalmente têm menor custo, enquanto a Intel ganha em desempenho. Entretanto, essa balança varia a todo momento, conforme as empresas vão lançando novos chips.

Clock do processador

Outro item comum nos processadores é a velocidade de clock, que mede o número de ciclos por segundo que o notebook executa, geralmente medido em GHz (GigaHertz). Quanto mais alto esse número, mais ágil é o chip.

Um processador com velocidade de clock de 3,2 GHZ executa 3,2 bilhões de ciclos por segundo. Antigamente, essa velocidade era a especificação principal na hora de escolher um processador. Porém, essa informação tem caído em desuso conforme os processadores com vários núcleos se popularizam no mercado.

Processadores da AMD. Imagem: Pexels/Reprodução

Gerações de processadores

Além da quantidade de núcleos e velocidade, também é comum encontrar marcações sobre as gerações de processadores. É claro, os processadores de gerações mais recentes são os melhores, por conter tecnologias mais novas.

A AMD e a Intel utilizam nomenclaturas parecidas, com os números mais altos indicando a posição do processador ao longo das gerações.

A AMD, por exemplo, tem a série Ryzen 5000, uma das mais recentes do mercado. Isso significa que as versões 5600X e 5800X de processadores vêm da geração Ryzen 5000. Contudo, o 5800X é um processador mais rápido do que o 5600X.

Da mesma forma, nos processadores de 10ª geração da Intel, por exemplo, a marcação 10600 tem um desempenho melhor do que o 10400. Isso também significa que, de forma geral, os chips de 10ª geração podem ser mais baratos do que aqueles de 11ª geração, e estes mais em conta do que os de 12ª geração. Porém, este último é o que conta com a tecnologia mais moderna.

A Intel também adiciona algumas letras que indicam certas funcionalidades (ou a falta deles) no processador. O “H”, por exemplo, indica alto desempenho otimizado para dispositivos móveis; o “T”, para melhor otimização de energia; o “G” que inclui gráficos discretos, entre outros. Felizmente, é mais difícil encontrar esses sufixos ao comprar um processador para notebooks.

Portanto, o item mais importante na hora de escolher o processador é mesmo a quantidade de núcleos disponíveis, dependendo da expectativa de uso do notebook pelo usuário.

Processador da Intel. Imagem: Pexels/Reprodução

Então, qual processador escolher?

De forma geral, os processadores Intel Celeron e Pentium são indicados apenas para uso básico de notebooks, como navegar na internet ou reproduzir músicas.

Com o Intel Core i3 ou AMD Ryzen 3, o usuário já pode começar a utilizar aplicações de produtividade em home office, como acessar programas de edição de textos e planilhas eletrônicas simples.

Para edições de imagens e atividades em multitarefa, o recomendado é utilizar processadores como o Intel Core i5 ou AMD Ryzen 5.

Finalmente, a partir do Intel Core i7 ou AMD Ryzen 7, o usuário poderá executar edições de vídeo, assistir conteúdos em streaming e jogar games em alta resolução.

E aí, qual deles é uma boa pedida para o seu notebook?