Chegou o esperado dia: hoje estreia o último filme da trilogia Cavaleiro das Trevas, do Batman. E, com o “Cavaleiro das Trevas”, Christopher Nolan mostrou ao mundo a força do Imax, num mundo em que o 3D é mais vendável — publicitariamente falando. Agora, com o “Cavaleiro das Trevas Ressurge”, a força do Imax faz ainda mais sentido. E você deve se esforçar para vê-lo assim. Por quê?

Como explica a matéria do New York Times, Nolan filmou 30 minutos de Imax no segundo filme da trilogia. E, por filmar, entenda que tratam-se de câmeras mais caras, mais capazes e que filmam imagens com 10 vezes mais tamanho e resolução do que uma imagem filmada em 35 milímetros, que ainda é o padrão do cinema. No último filme, foram filmados nada menos do que 72 minutos. 72 minutos de imagens com cerca de 18 mil pixels de resolução horizontal. É só comparar a foto acima, capturada com uma câmera Imax, com essa aqui, de 35mm:

Tudo isso para dizer que eu assisti o filme em Imax e digo que vale cada centavo. Ok, nós sabemos que cinemas Imax ainda são raros, e ainda por cima são caros, mas essa é uma ocasião em que vale investir um pouco mais por uma experiência que realmente importa. Nós já mostramos aqui quão grandiosa é uma tela de Imax, mas além disso, essas salas costumam contar com as melhores tecnologias de áudio, que também é um fator importantíssimo no último Batman — não só pela trilha sonora incrível de Hans Zimmer, mas por todos os efeitos sonoros e… as vozes. Prepare-se para as vozes.

E o 3D?

Christopher Nolan não é um grande fã da tecnologia 3D. Nem nós, o que nos deixa bem feliz com a escolha de que o último Batman não terá exibições em 3D. Sim, o que nós queremos é que você assista ao filme em Imax puro, sem óculos e sem o truque técnico tridimensional. Mas por quê Nolan não gosta do 3D? Ele explica assim, ao Salon:

“A questão do 3D é bem simples. Eu não conheço ninguém que realmente gosta do formato e é sempre motivo de grande receio para mim quando você cobra um preço mais alto por algo que aparentemente ninguém diz amar de verdade. (…) Depende da audiência nos dizer como eles querem assistir aos filmes. Mais pessoas vão assistir a esses filmes em 2D, o que torna esse um dado difícil de se interpretar. E eu, sem dúvida, não quero rodar [o filme] em um formato apenas para cobrar mais caro das pessoas.”

Além desse forte argumento, nós temos outra teoria sobre a ausência de 3D em “Cavaleiro das Trevas” e no “Cavaleiro das Trevas Ressurge”: ambos são filmes escuros, com uma aura dark mesmo — fazendo jus ao nome, veja só. E se você já viu algum filme em 3D usando aqueles óculos, você sabe que as lentes acabam adicionando mais uma película de escuridão ao filme, o que ainda é uma reclamação comum à tecnologia tridimensional. Ou seja, se os filmes já são escuros e você adiciona mais escuridão, o que era para ser um clima construído impecavelmente se transforma em algo realmente difícil de assistir.

Ainda falaremos bastante do novo Batman durante este fim de semana, e esperamos que vocês o assistam o mais rapidamente possível — trata-se de uma conclusão incrível de uma das trilogias mais bem construídas do cinema. E não estamos falando apenas do cinema-de-super-heróis.