Apesar de enganar os olhos, o Porsche Cayene 2011 é na verdade 4,7 centímetros mais longo do que o modelo anterior, porém ele é também 180 kg mais leve. A verdadeira controvérsia, além do fato de ser um SUV fabricado pela Porsche, está no motor híbrido de 380 cv – o primeiro da marca desde 1899.

Podem nos chamar de rabugentos, mas a gente ainda se sente estranho dizendo as palavras "Utilitário Esportivo da Porsche". Nos disseram que o Cayenne faz a Porsche ganhar rios de dinheiro para gastar em coisas mais divertidas, como o Carrera GT. A última edição é construída sobre uma plataforma modificada ainda compartilhada com o VW Touareg, mas ela foi um pouquinho alongada em 5 cm, que foram adicionados ao entreeixos, convertendo-se em espaço interno.

A linha coloca no Cayenne básico um V6 3.6 com 300 cv, o mesmo do Panamera. O Cayenne S ganha um bônus de 15 cv, chegando a 400 cv no V8  de 4.8L, e também um sistema de desativação de cilindro para aumentar a economia de combustível. O Cayenne Turbo chega nos incríveis 500 cv que devem ser o foco da nossa atenção. Também ganha uma nova suspensão a ar. Todos os motores acompanham um novo Tiptronico de 8 velocidades – porque 7 velocidades são tão last week… Há também um modelo movido a diesel, mas provavelmente não estará disponível na América, então não vamos nem perder tempo.

A linha também vai contar com um híbrido, mais precisamente, um "Cayene S Hybrid", tal nome vindo da aspiração esportiva do sistema. Ele é composto por um V6 3.0L supercharged de 333 cv aliado a um motor elétrico de 47 cv, proporcionando uma impressionante marca de 380 cv e 59 kgf.m de torque. A meta de economia de combustível pasa os EUA ainda não foi definida, mas ele fez 28 MPG (aprox. 12 km/l) quando submetido ao ciclo de testes europeu. Antes que todo mundo fique indignado com um Porsche híbrido, lembrem-se de que o próprio Ferdinand construiu em 1899 um híbrido produzido em série chamado Lohner-Porsche Mixte Hybrid, então isso não é necessariamente inédito. 

O interior do Cayenne foi totalmente redesenhado, ficando muito parecido com o Panamera – couro, botões no console central, áudio Bose, um banco traseiro deslizante proporcionando mais 71 cm de espaço para as pernas ou para a bagagem. Certamente ele possui toda a parafernália e widgets exigidos em um carro de luxo.

A nossa opinião? Mantenham essa versão híbrida bem longe da gente – não nos importamos com o quanto ele seja econômico, isso apenas soa meio errado. Francamente, adoramos dirigir qualquer coisa com 500 cv, não importa o quão blasfêmica ela seja – mas nós preferimos concentrar nossa blasfêmia dirigindo só o Turbo.

por Ben Wojdyla