O relatório de market share é claro: apesar de ainda ter 14,1% do mercado brasileiro, a Positivo perdeu espaço no mercado para dois concorrentes, a HP e a Dell. Ambas chegaram a casa dos 8% de share, roubando uma fatia considerável do mercado da Positivo. O faturamento da HP corrobora com a mudança do cenário. No terceiro semestre, a gigante americana teve 16% de faturamento do mercado brasileiro, contra 12% da Positivo. A coisa só fica pior com a declaração de Oscar Clarke ao Estado:

"Quando entrei na HP, há seis meses, a participação da Positivo era maior que as das três principais concorrentes somadas", disse Oscar Clarke, presidente da HP Brasil.

O efeito dominó se estendeu, claro, às cifras da empresa: no último trimestre, o lucro líquido da Positivo caiu 74,1%. Os maus resultados também afetaram os papéis da empresa na bolsa de valores, com queda acumulada de 44% no ano. Segundo a Info, em novembro as ações da empresa caíram 28%. No fim das contas, sobrou para um grupo de gerentes e diretores, que foram demitidos na última semana, escancarando de vez a situação da empresa.

Com o crescimento agressivo da HP e da Dell no Brasil, que cada vez mais se esforçam para vender computadores para todos os tipos de classe sociais do país, desde modelos mais básicos até os mais atualizados, qual será o futuro da maior fabricante brasileira de computadores? É hora de procurar um novo nicho de mercado – como dos tablets e e-Readers, por exemplo – ou continuar na luta contra duas multinacionais gigantescas? Estado e Info