O presidente da Positivo, Hélio Rotemberg, anunciou hoje, com um sorriso de orelha a orelha, os novos notebooks e desktops para o resto do ano, a ampliação da fábrica de Curitiba e o surpreendente resultado do Alfa, o primeiro e-Reader da empresa. E já fala de produtos bem diferentes para os próximos meses, como um tablet para concorrer com o iPad.

No segmento que ainda tem 60% de vendas da Positivo, os desktops, a empresa admite que os modelos estão tendo que se adaptar ao novo mundo. As torres ainda existem, mas ou estão menores ou mais personalizáveis, para tentar atrair o público. Mas as mudanças do ramo são mais claras com a adição de um nettop, o Positivo Mini Fit (o da foto), que quer ser o media center da casa, com saída HDMI, controladora de vídeo Ion, da NVIDIA, e até uma futura versão com Blu-ray. O modelo com DVD-RW, que chega às lojas na próxima semana, custará 1.799 reais. A linha de desktops all-in-one da empresa também aumentou – agora são 6 opções.

Já nos notebooks, a ideia da Positivo é não mirar mais apenas a classe C, mas também ir atrás do consumidor “mais sofisticado”, como as empresas gostam de chamar. Por isso, dentre os 17 modelos, há versões com Blu-ray, como o Premium Cinema 7420, que custará 2.499 reais, e até um notebook de nicho, o Premium 3D, que usa a tecnologia 3D Vision, da NVIDIA, além de tela com 120 Hz de taxa de atualização, processador Core i7 e leitor de Blu-ray – porém, esse modelo ainda não tem preço confirmado. Já a linha Premium Select terá capas protetoras intercambiáveis – uma chave de fenda e um jogo de parafusos extra acompanham o notebook – e a empresa venderá proteções personalizadas, com obras de grafiteiros, desenhos diferentes e etc.

Sobre a fábrica, o Hélio Rotemberg divulgou que a nova reforma aumentará a produção mensal em 50 mil computadores, chegando aos 380 mil produtos por mês. O investimento na fábrica, que foi pensado para aguentar a demanda do natal, custou 10 milhões de reais e já começa a ter sua nova linha de produção em setembro.

O efeito Alfa

Rotemberg não teve medo de admitir: a Positivo não sabia ao certo se o nicho de leitores que queriam um e-Reader existia no Brasil. Eis que a empresa pediu um lote “pequeno, na casa dos poucos milhares” do leitor Alfa, que esgotou em 3 dias (eles esperavam que o estoque durasse dois ou três meses). O resultado, claro, empolgou a Positivo, que já está discutindo se vale a pena produzir o produto aqui – ele é importado da China e o modelo original é indiano – o que poderia ser benéfico ao usuário, já que o preço do Alfa (700 reais) ainda é alto para uma possível popularização dos e-Readers, e sua produção nacional poderia baratear seu custo.

Ele também deixou claro que Alfa é uma linha específica de produtos, e que novas versões já estão sendo estudadas. E ele não teve medo em afirmar que a Positivo já está pensando em um tablet para concorrer com o iPad, mas que tudo terá de ser muito bem pensado por culpa “do bom trabalho que a Apple fez”. Mesmo assim, ele disse que novidades surgirão nos próximos meses – “podem ser 6 meses ou 10 meses, não sabemos”. Mas questionado se o aparelho chegaria até o natal, ele não confirmou, mas não negou, apesar de admitir que é difícil. O jeito é esperar por mais informações do que possivelmente será o primeiro tablet brasileiro.