Sobre o mercado de PCs, a Positivo comemorou o retorno ao primeiro posto. Das 3,8 milhões de máquinas vendidas no trimestre, 520 mil são da empresa, que ficou com 13,5% do mercado. Dentro do número, 429 mil computadores foram vendidos no varejo, ou 21,7% do mercado — número importante para a empresa que, após a diminuição de compras do governo, fechou o primeiro tri com 30 milhões de reais no vermelho.

A Positivo vem estudando a produção de tablets há pelo menos um ano, quando prometia estar no mercado rapidamente. Não foi o que aconteceu e, dado os resultados de outras empresas, o atraso pode ter sido benéfico. Hélio Rotenberg, presidente da empresa, não deu detalhes muito concretos sobre o aparelho, dizendo apenas que ele rodará Android e terá “design diferenciado” — façam suas apostas.

Ele chega em setembro e já contará com os descontos da PPB aprovada para diminuir o preço dos tablets — e o resultado pode ser bem diferente do Alfa, e-reader da empresa que chegou com preço bem alto por ser importado. Se levarmos em consideração as promessas do governo de cortes de até 40% nos preços e a fama da Positivo de tentar encaixar seus produtos em faixas de preço menores, quanto será que custará o brinquedinho tupiniquim? Saberemos nas próximas semanas. [IDG]