O telescópio espacial Hubble está na ativa há 30 anos, o que é um feito impressionante. Agora, uma das responsáveis pela missão será homenageada com o batismo do próximo telescópio espacial da NASA, que buscará exoplanetas e matéria escura. Ele se chamará telescópio espacial Nancy Grace Roman, ou simplesmente telescópio espacial Roman.

Esperado para ser lançado no segundo semestre deste ano, o telescópio espacial Roman era conhecido anteriormente por projeto WFIRST (Wide Field InfraRed Survey Telescope, algo como telescópio de pesquisa da campo amplo em infravermelho, em tradução livre).

Nancy Grace Roman trabalhou na NASA por 21 anos estudando e desenvolvendo telescópios espaciais que estudassem o Sol, o espaço profundo e a atmosfera da Terra. Durante este tempo, ela se tornou chefe de astronomia e é considerada a “mãe do Hubble”.

Nancy Grace Roman em 1962. Crédito: NASA
Nancy Grace Roman em 1962. Crédito: Domínio Público

“Por causa da liderança e visão de Nancy Grace Roman que a NASA se tornou pioneira em astrofísica e lançou o Hubble, o telescópio espacial mais poderoso e de maior produtividade do mundo”, disse Jim Bridenstine, administrador da NASA, em um comunicado de imprensa. “Não tinha nome melhor para o nosso WFIRST, que será o sucessor dos telescópios Hubble e Webb”.

Roman entrou na NASA em 1959 e foi ela quem plantou as primeiras sementes na agência espacial sobre a importância de observar o universo diretamente do espaço. Na segunda metade de década de 1960, ela criou um comitê de astrônomos e engenheiros para pensar em um telescópio que ajudaria a atingir vários marcos científicos importantes. Ela, então, convenceu a NASA e o Congresso dos EUA em lançar o telescópio espacial mais desenvolvido que o mundo já viu. O Hubble foi lançado em 24 de abril de 1990 e, apesar de alguns problemas nesse tempo todo, continua ativo.

Telescópio espacial Roman

O telescópio espacial Roman conta com um espelho primário de 2,4 metros de diâmetro, que é o mesmo tamanho do espelho do Hubble. No entanto, ele conta com dois outros instrumentos: Wide Field Instrument e o que eles chamam de Cornograph Instrument.

O primeiro dará ao telescópio um campo de visão 100 vezes maior de infravermelho que o Hubble, permitindo capturar mais do céu com menos tempos de observação. Já o segundo auxiliará no desempenho de imagens de alto contraste e espectroscopia de exoplanetas próximos.

[NASA]