O estado de São Paulo suspendeu a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes abertos. Já a cidade do Rio de Janeiro definiu que o equipamento de proteção individual não é mais necessário nem mesmo em locais fechados. Será que estamos no caminho certo?

A OMS ainda não declarou o fim da pandemia de Covid-19 e muitos cientistas repudiam o movimento que pressiona pela mudança de status para endemia. Apesar das novas regras, nem todas as pessoas devem deixar de usar as máscaras, independente do ambiente em que estiverem. 

Os imunossuprimidos, por exemplo, entram nessa lista. Eles possuem o sistema imune fragilizado e por isso são mais suscetíveis a infecção. São eles as pessoas com câncer, quem vive com HIV, transplantados, entre outros pacientes que receberam tratamentos que afetam o sistema imunológico.

Pessoas com comorbidades – doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, entre outras questões – também não devem abandonar as máscaras. O risco de sofrer com versões graves da Covid nestes casos é menor do que o de imunossuprimidos, mas ainda existe. 

Desde o começo da pandemia, os idosos também entram no grupo de risco da Covid-19, por já terem um sistema imune fragilizado. Parte deles recebeu a dose de reforço da vacina há mais de 5 meses, o que significa que eles podem estar agora vulneráveis à infecção. Além disso, muitos idosos têm comorbidades, o que intensifica os riscos. 

Os pais também não devem tirar as máscaras das crianças tão cedo. Menos de 50% dos pequenos entre 5 e 11 anos tomaram a vacina no Brasil, com o número caindo para 1,43% quando o assunto é segunda dose. Vale transformar a máscara em item do uniforme escolar.

Pessoas não vacinadas também estão mais suscetíveis ao vírus e são, inclusive, as principais responsáveis pela progressão da pandemia. É importante que elas usem máscaras para evitar a propagação da doença, já que apenas o distanciamento social não evita o problema. 

Pessoas com maior probabilidade de serem expostas ao vírus, como profissionais da saúde, caixas de supermercado, motoristas e cobradores de ônibus, devem continuar usando máscaras. Também é importante que aqueles que vivem com imunossuprimidos ou idosos sigam usando o EPI para evitar transmitir a doença a alguém mais vulnerável.