Mesmo grandes, pesados e com baixa performance se comparados aos desktops, assim que surgiram os notebooks conquistaram early adopters com uma promessa tentadora: a mobilidade.

De repente, não estávamos mais presos a tomadas. Passamos a poder trabalhar em qualquer lugar, a carregar o equipamento (e todo o trabalho) embaixo do braço. Tudo muito lindo, mas com curta duração – o tempo que a bateria aguentar. Você já deve ter passado pelo perrengue de ficar sem bateria quando está finalizando um job, ou longe de uma tomada. É chato, para dizer o mínimo.

As baterias evoluíram um bocado nessas décadas de computação móvel. Só agora, porém, com a união entre boas baterias e processos e componentes otimizados para a eficiência energética, finalmente estamos próximos do Santo Graal da mobilidade: a bateria com duração para um dia cheio de trabalho.

Um dos pilares da especificação Ultrabook é a longa autonomia. Até a geração passada, com processadores Ivy Bridge, a Intel exigia que um Ultrabook conseguisse ficar até cinco horas longe da tomada. Com o novo Haswell, os valores foram especificados e alongados – e, por mais paradoxal que pareça, com desempenho melhor.

Só com o Windows aberto, sem trabalho, um novo Ultrabook precisa aguentar nove horas ligado. Rodando um vídeo em alta definição, seis horas – dá para ver os dois volumes de Kill Bill e ainda sobra espaço para outro filme curto. Em standby, o Ultrabook deve ficar no mínimo sete dias sem uso, mas pronto para entrar em ação.

E, veja bem: esses são valores mínimos. As fabricantes podem e certamente extrapolarão esses limites. O Folio 13 da HP, um Ultrabook da geração Ivy Bridge, promete nove horas (!) antes de pedir água, digo, energia.

Logo veremos os primeiros Ultrabook com Haswell, a quarta geração de processadores Core da Intel, chegarem às lojas. A duração das baterias deverá rivalizar com a dos tablets; quanto menos tempo preso a tomadas, melhor.