Desde que os novos MacBooks Air chegaram ao mundo, nós estamos aqui quebrando a cabeça e pensando se é possível usá-los como notebook principal sem problemas. Alguns benchmarks já foram rodados, e essa é a resposta:

Os benchmarks:

O MacWorld usou o Speedmark 6.5 em todos os 4 modelos padrões do MacBook Air novo.

Os resultados:

Como era esperado, o MacWorld descobriu que os novos MacBooks Air com processador de 1.86GHz destruíram os antigos Airs, atingindo 108 pontos no processo, enquanto o velho Air, também com 1.86GHz, marcou apenas 54. Os SSDs ajudaram o novo laptop a destronar com facilidade seu antecessor nos testes que envolvem o espaço interno, e mesmo testes que envolvem uso pesado do processador, como codificação no iTunes e no Photoshop, foram melhores nos novos Airs, apesar de usarem o mesmo processador.

Mas o mais surpreendente é que o MacBook Air de 13” foi melhor do que o MacBook Pro de 13” com Core 2 Duo em vários testes, praticamente empatando no valor final (108 para o Air e 106 para o Pro). Os novos fininhos foram 59% mais rápidos do que o Pro de 13” no teste de duplicação de arquivos, 43% mais velozes na hora de fazer unzip, e 21% mais rápido no teste de Call of Duty do MacWorld.

No entanto, quando o assunto é codificação de vídeo, o MacBook Pro de 13” venceu: ele foi 20% mais rápido que o novo Air e 43% mais rápido do que o modelo de 11”. E por mais que o novo sistema de armazenamento do Air tenha criado rivalidade até com o MacBook Pro de 15” com Core i5, qualquer teste que o processador podia usar HyperThreading foi um massacre, com o dobro de velocidade do que o modelo de 13” e o triplo em relação ao modelo de 11”.

Em seu review do MacBook Air de 11”, a PCMag comparou os resultados contra outros ultraportáteis com Windows, e apesar de bons números em jogos 3D, ele ficou para trás em várias outras categorias.

A razão para a Apple manter o Core 2 Duo foi pelo fato de que o sistema gráfico tem níveis superiores, especialmente combinado com uma placa de vídeo integrada da Nvidia. A GeForce 320M é a salvação dos MacBook Airs em termos de performance. Apesar de não ser o tipo de notebook que você levará para uma LAN party, é uma opção melhor para games em comparação às soluções de placa de vídeo integrada da Intel que são encontradas no U120FT-A1, da Asus, no AS1830T-3721, da Acer, e no T235-S1350, da Toshiba. Seus resultados no 3DMark 06 (4.569 e 3.983) são pelo menos três vezes melhor do que os concorrentes. Ele foi o único capaz de aguentar demos pesados de jogos 3D, Crysis e Lost Planet 2.

Mas no geral, a conclusão é:

O MacBook Air [de 11”] não é o laptop mais ligeiro do mercado. Ele precisou de quase 4 vezes mais (23 minutos e 23 segundos) para codificar um vídeo do que o modelo da Toshiba (6:24). Como o teste de Photoshop CS5 envolve memória, o MacBook Air (14:03) comeu poeira contra o Asus (9:31) e o Toshiba( 11:28).

Conclusão

O MacBook Air de 13” possivelmente pode substituir seu notebook atual; o MacBook Air de 11” provavelmente não. O modelo de 13” consegue enfrentar de verdade, e em alguns momentos até superar, o atual MacBook Pro de 13”, mas se você trabalha pesado com vídeo e não tem problemas com 15”, os MacBook Pros com Core i5 ainda são os melhores para você. O Air de 11” não é uma roubada, mas não chega perto de convencer como máquina móvel principal em comparação ao de 13”, especialmente quando o assunto envolve tarefas multimídias.

E fique esperto. Em breve, nosso review completo dos MacBook Airs. [MacWorld, PCMag]