Quando o vimos ano passado, ainda com o nome de Project Fiona, o tablet para games da Razer já parecia refinado e bem-acabado de uma maneira que os outros tablets iriam levar mais um ano para conseguir. Agora, ele é algo totalmente novo. O Razer Edge é um gaming desktop completo, espremido num tablet de 10 polegadas.

Ao contrário de outras máquinas com Windows 8, que dizem ser híbridos de tablet e laptop, o Edge não economiza nas especificações. Ele tem um chip gráfico da série Nvidia GT — não tão poderosa quanto a GTX — mas é um impressionante trabalho de engenharia fazê-lo funcionar sem esquentar demais num aparelho como esse.

Há dois modelos: o Razer Edge e o Razer Edge Pro. O básico vem com Core i5, chip gráfico Nvidia GT 640M, 4GB de RAM e SSD de 64GB. O Pro vem com Core i7, o mesmo chip gráfico, 8GB de RAM e duas opções de SSD: 128GB ou 256GB. O modelo básico sai por US$1.000. Os Pro, a partir de US$1.500. Os dois estarão disponíveis no primeiro trimestre de 2013.

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O principal ponto fraco das especificações é a tela: é um painel de 1366×768, o mesmo que os ultrabooks da geração passada. Sim, a densidade de pixels fica um pouco maior que o normal na tela de 10 polegadas (em vez de 11,6″ dos ultrabooks), mas para uma máquina com capacidade de gerar gráficos impressionantes, é difícil engolir isso — especialmente quando você pensa em tablets como o iPad e o Nexus 10 e mais um monte de telas bonitas por aí.

Além das especificações, o principal atrativo do Edge provavelmente é o case com gamepad, que se acopla ao aparelho e dá a você o controle do tablet através de direcionais analógicos, botões frontais e traseiros e um d-pad. Parece um controle de Wii U mais bombado. Nós estamos testando o Edge enquanto você lê isso, então contaremos daqui a pouco como é usá-lo de verdade, mas foi bem bacana quando o vimos em ação há um ano.

Além do case com o gamepad, o Edge também vem com um dock de teclado e saída HDMI, permitindo que você o ligue na sua TV. Ele também é compatível com todos os jogos de gamepad. Isto significa que ele pode ser usado como um Xbox poderoso e superportátil. E, como ele roda Windows, você pode usar a loja de games que preferir — Steam, Origin, Windows Store, etc.

A duração da bateria é apenas “comparável a outros tablets”, o que deve dar umas 8 a 10 horas de uso de tablet, mas a Razer não falou nada sobre o uso durante jogos. A bateria extra opcional, no entanto, acrescenta “até duas horas” de jogatina.razeredge3

 

Desde que mostrou o Project Fiona na CES do ano passado, a Razer recebeu feedback de quase 10.000 gamers que disseram quanto estavam dispostos a pagar, que características eles gostariam de ver e qual o tamanho ideal do tablet.

Olhando por cima, parece uma abordagem oposta à do Razer Blade, que basicamente aconselhava aos gamers, “isto é bom para você, mesmo que você ainda não tenha percebido”. Este aqui parece mais público, mais comunal. Mas o CEO da Razer, Ming-Liang Tan, diz que é um processo muito similar àquele pelo qual o Blade passou, sendo apenas mais transparente.

As entradas USB permitem controles melhores, como mouse e teclado para jogos de tiro. E a saída HDMI permite ligá-lo na TV e jogar com controles mais práticos. Só que isso você pode fazer com um laptop. A vantagem aqui é ter um tablet muito bom e a possibilidade de jogar nele com acessórios – o case com gamepad, por exemplo.

A grande questão: alguém realmente quer isto? Assim como o Razer Blade, ele é um impressionante trabalho de engenharia e design, mas isso não quer dizer nada se for muito caro ou muito supérfluo.

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