Dias atrás, li no Brainstorm #9 que a realidade aumentada já era, que a moda agora era a realidade diminuída (por moda, leia-se “moda dos publicitários que têm que inventar algo”). Tratava-se de um software que apagava objetos da imagem com dois cliques, usando uma interessante tática de diminuição de qualidade das imagens. Bem bacana. Aqui no Brasil, temos o primeiro exemplo de realidade diminuída, mas ele não tem nada a ver com o exemplo alemão: é só uma campanha publicitária querendo ser descolada mesmo.

A ação para promover um carro da Toyota é simples: nas propagandas, há um preço bem grande – nos dois sentidos – no meio do anúncio, com o valor de R$66.880. Abaixo, instruções para conseguir um desconto no carro, que leva o consumidor ao site www.realidadediminuida.com.br. Você vai lá, mostra o preço na webcam, e eis o que acontece:

Fabuloso, sensacional, revolucionário não? É, não. Tirando o fato de você economizar uns 4 mil reais na hora de comprar o carro, chamar isso de realidade diminuída não é lá muito digno, não só pela ausência de novidades, mas por surgir na mesma semana em que um viral da Mercedes – sim, o sistema que eu citei lá em cima também era publicidade – se espalhou por aí como realidade diminuída. E, se pensarmos que isso é realidade aumentada travestida de diminuída, faz menos sentido ainda. Mas tudo bem, se for para “salvar” 4 mil reais na conta, vale até gritaria no estilo “quer pagar quanto?”, certo? Ah, e para quem ficou curioso com o primeiro vídeo:

Qual delas você acha mais interessante?