O site DarkMarket, considerado um dos maiores fóruns da internet para atividades criminosas, viu suas atividades serem encerradas e seu suposto operador ser preso. O anúncio foi feito por autoridades europeias na última terça-feira (12).

Até esta semana, a página ostentava quase meio milhão de usuários, sendo mais de 200 mil revendedores. O DarkMarket era considerado um dos locais online mais populares para criminosos que buscavam trocar drogas, malware, dados de cartão de crédito roubados e cartões SIM, entre outras atividades ilícitas. As autoridades, lideradas pela lei alemã, confiscaram mais de 20 servidores na Ucrânia e na Moldávia, onde a operação aparentemente estava localizada.

O nome do homem preso e que era supostamente responsável por controlar o site não foi revelado. Sabe-se apenas que ele foi descrito como um “cidadão australiano” de 34 anos, que aparentemente foi levado sob custódia pela polícia em algum lugar perto da fronteira germano-dinamarquesa. Os promotores dizem que um juiz ordenou que o rapaz fosse preso enquanto aguardava as acusações formais, embora mais informações ainda não tenham sido divulgadas.

Ainda de acordo com as autoridades, as informações coletadas por apreensões do DarkMarket são apenas o começo e vão dar início a novas investigações.

Segundo o Cyberscoop, a derrubada do site foi parte de uma iniciativa maior de fiscalização visando atividades de darknet, que começou em 2019 com o fim do serviço de hospedagem CyberBunker. Tratava-se de um provedor baseado em antigos bunkers militares da OTAN na Alemanha e na Holanda, só que neste caso voltado para servidores que hospedavam sites ilícitos ou controversos, como The Pirate Bay e WikiLeaks. Na época, a remoção resultou em prisões e julgamento de réus acusados ​​de tráfico de drogas, informações sensíveis e imagens de abuso sexual infantil.