Na noite da última terça-feira (2), alguns usuários do iFood foram surpreendidos com a alteração de nomes de estabelecimentos da plataforma. Os perfis das lojas foram alterados para veicular ataques ao ex-presidente Lula, à vereadora Marielle Franco e também algumas mensagens anti-vacina. Inicialmente, havia suspeita de um ataque hacker, mas a hipótese foi descartada pela própria empresa.

O iFood declarou em nota que o incidente foi causado por um funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços à plataforma, e que apenas 6% dos estabelecimentos cadastrados tiveram seus nomes modificados. A empresa afirmou que está tomando medidas para investigar o caso e que dados pessoais e bancários de entregadores e usuários não foram vazados.

Confira a íntegra do comunicado oficial da empresa a seguir:

O incidente foi causado por meio da conta de um funcionário de uma empresa prestadora de serviço de atendimento que tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma, e que o fez de forma indevida.

O acesso da prestadora de serviço foi imediatamente interrompido, e os nomes dos restaurantes já estão sendo restabelecidos.

É importante destacar que os meios de pagamento dos clientes estão seguros.

Os dados de meios de pagamento não são armazenados nos bancos de dados do iFood, ficando gravados apenas nos dispositivos dos próprios usuários, não tendo havido comprometimento de dados de cartões de crédito.

Também não há qualquer indício de vazamento da base de dados pessoais de clientes ou entregadores cadastrados na plataforma.”

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Este foi o segundo problema de interface com o aplicativo de delivery em menos de uma semana. No sábado, 30 de outubro, uma instabilidade impossibilitou que os usuários obtivessem a confirmação de que seus pedidos haviam sido recebidos pelos restaurantes e que pudessem realizar o cancelamento de pedidos. Sobre esse incidente, o Ifood afirmou que iria ressarcir os estabelecimentos que foram prejudicados.