Reuniões por vídeo e notificações são os vilões da produtividade, diz estudo

Pesquisa mundial aponta que trabalhadores desperdiçam em média 129 horas por ano em reuniões improdutivas e desnecessárias

Reuniões por vídeo e notificações são os vilões da produtividade, diz estudo

Imagem: Pexels/Reprodução

Um novo estudo apontou que as notificações de aplicativos e as reuniões por vídeo se tornaram os maiores responsáveis por reduzir a produtividade no trabalho durante a pandemia.

A pesquisa foi realizada pela plataforma Asana e envolveu entrevistar mais de 10 mil trabalhadores ao redor do mundo.

Segundo o relatório, o trabalhador moderno tem que gerenciar uma série de notificações e alternar entre diferentes ferramentas e aplicativos que não se conectam entre si. Estima-se também que cada funcionário é bombardeado todos os dias com uma média de 32 e-mails.

Apesar de não ser o foco deste estudo, 40% dos trabalhadores apontaram que no último ano o número de reuniões aumentou, mas isso não significa necessariamente que elas se tornaram mais úteis.

Eles dizem que desperdiçam uma média de quase três horas por semana em reuniões desnecessárias. No ano, são mais de 129 horas desperdiçadas em reuniões, principalmente em videochamadas.

Produtividade versus improdutividade

Além disso, das 40 horas de trabalho de uma semana típica, o estudo pontuou que são quase 23 horas destinadas a tarefas repetitivas e de pouca relevância. Mais do que isso, 33% dos entrevistados reconheceram que o tempo de atenção diminuiu no último ano e, para 24% deles, as reuniões têm um impacto direto na perda de prazos.

As interrupções por alertas sobrecarregam os funcionários e os deixam desorientados sobre as próximas tarefas a executar. Segundo 48% dos trabalhadores, reuniões mais eficientes e produtivas poderiam ajudar a reduzir o número de interrupções por notificações. Para 45% deles, responsabilidades claramente definidas também proporcionariam este mesmo efeito.

O estudo orienta que as empresas capacitem os funcionários a se concentrar mais no trabalho, enquanto promovem mudanças para reduzir as distrações digitais, expondo os trabalhadores a menos aplicativos e notificações.

De acordo com Sahar Yousef, especialista em neurociência da Universidade da Califórnia, nos EUA, as organizações que não se adaptarem a essa nova realidade serão deixadas para trás. “As empresas precisam de um manual para restaurar o debate, o diálogo aberto e ideias produtivas em um ambiente de trabalho cada vez mais remoto”, disse.

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