Na semana passada, o vídeo de uma luta entre robôs surgiu inúmeras vezes no meu feed de notícias. Era a batalha entre Blacksmith e Minotaur na BattleBots, uma competição de robôs americana que foi apelidada pela imprensa brasileira como “UFC dos robôs”. O vídeo, publicado há duas semanas, ganhou destaque pelo fato do Minotaur ser brasileiro e o único participante latino-americano da competição.

Feito pela RioBotz, equipe de robótica da PUC-Rio, a principal arma do robô no duelo foi o cilindro de 30kg que possui um dente apontado para cima e gira a mais de 10.000 RPM. Esse mecanismo agarra os adversários, os fazem levantar e causam as faíscas que vimos no vídeo. Embora pareça pequeno, ele pesa 113 kg, limite permitido pelas regras da competição. O formato compacto não deixa espaços vazios no interior e ajuda na defesa dos golpes.

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Segundo o orientador da equipe, professor Marco Antonio Meggiolaro, a equipe ficou surpresa: “Não esperávamos essa repercussão, ainda mais sendo o vídeo com mais visualizações da BattleBots. Outras equipes possuem vídeos com 1 ou 2 milhões de visualizações, o nosso chegou a quase 20 milhões no Facebook. Foi bem inesperado”, contou em conversa ao Gizmodo Brasil.

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Minotaur foi considerado o sétimo competidor mais promissor do evento, e nenhuma outra batalha do BattleBots foi tão assistida, só no YouTube o vídeo acumula quase 2 milhões e 600 mil visualizações.

A RioBotz nasceu em 2003 e é a equipe brasileira de robótica com a maior quantidade de títulos em competições nacionais e internacionais, além de ter o maior número de vitórias no mundo. Eles costumam participar de três competições por ano, segundo o professor.

Quando souberam da segunda temporada do BattleBots, se animaram com a possibilidade, enviaram o projeto com todos os detalhes técnicos e tiveram entre um e dois meses para construí-lo. A primeira temporada da competição aconteceu em 2003, justamente o ano da criação do grupo.

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Com as vitórias, a RioBotz passou para a próxima fase do campeonato, que segue nos próximos sete episódios, exibidos todas as quintas-feiras na emissora estadunidense ABC.

Para se consagrar campeão, é preciso vencer seis lutas consecutivas. Já foram duas vitórias. “A tendência é dificultar cada vez mais, porém fomos muito bem nas últimas duas lutas e ficamos numa boa posição para o chaveamento”, afirma Meggiolaro.

No Brasil não há data programada para exibição da BattleBots, mas a Sky já comprou os direitos de distribuição mundial de toda a temporada.

Imagem do topo: Minotaur e equipe do RioBotz. Crédito: Divulgação.