Hughes fez com que ser nerd fosse legal. Seus filmes sempre tinham um rejeitado vencendo pela esperteza os seus rivais idiotas. Mulher Nota 1000 em particular, um filme de 1985, celebrava a tecnologia de maneira divertida e arriscada, até jogando uma liçãozinha de moral para ficar mais interessante. Eu ainda tenho a imagem da primeira aparição da Kelly LeBrock gravada no meu cérebro, junto com a irritantemente divertida e grudenta música tema do Oingo Boingo. E quantos adolescentes já não tentaram dar uma de Ferris Bueller na hora de matar aula?

Enquanto criança, eu sempre tive meus filmes favoritos, entre os quais se destacavam Viagem ao Mundo dos Sonhos, O Último Guerreiro Estelar e Mulher Nota 1000. Todos eles passavam a sensação de que, através da tecnologia, coisas incríveis poderiam acontecer a qualquer um — até a mim –, mas eles também mostravam que todo nerd teria o seu dia de glória. [Chicago Tribune]