Os robôs lunares, como o próprio nome sugere, são desenvolvidos para explorar a superfície do nosso satélite natural. Mas como qualquer outra tecnologia, eles precisam ser testados antes de serem enviados a suas missões. 

Como saber se objetos criados na Terra terão um bom desempenho na Lua? Analisando seu desempenho em ambientes análogos. Foi isso que pesquisadores do Centro Aeroespacial Alemão fizeram recentemente com os robôs Lightweight Rover Unit 1 (LRU1), Lightweight Rover Unit 2 (LRU2) e com o drone ARDEA. 

Os três maquinários foram colocados para rodar no Monte Etna, na Itália. O local foi escolhido pois, assim como a Lua, possui uma superfície granular e moldada por lava.

Cada um tinha uma função: enquanto o LRU1 avaliava o solo com suas câmeras, o LRU2 coletava amostras da superfície e realizava a análise do material, vaporizando-o e detectando os elementos presentes no plasma resultante. O drone, por sua vez, realizava o mapeamento da área.

Robôs lunares
LRU2 durante testes no Monte Etna, na Itália. Imagem: Centro Aeroespacial Alemão/Reprodução
Robôs lunares
Monte Etna, na Itália, foi escolhido devido ao seu ambiente similar ao da Lua. Imagem: Centro Aeroespacial Alemão/Reprodução

O LRU2 possui um detalhe especial: ele conta com uma mão robótica capaz de agarrar rochas do tamanho de uma bola de beisebol e fornecer feedback tátil aos cientistas. Usando a tecnologia na Lua, os pesquisadores saberão a textura de rochas do satélite.

Foram testados diferentes cenários no vulcão italiano. Em alguns deles, os robôs lunares funcionavam de maneira autônoma, enquanto em outras eram controlados a partir de uma estação espacial simulada. Durante parte dos experimentos, os robôs foram encarregados de montar um observatório astronômico simulado nas encostas do Monte Etna, como se fosse o lado oculto da Lua.