Bilhões de anos atrás, o clima de Marte era parecido com o da Terra. Sua atmosfera era espessa e havia água líquida fluindo por rios e mares. Em resumo, o planeta contava com um ambiente propício para o desenvolvimento de vida. 

Nenhum ser vivo chegou a ser encontrado por lá, mas alguns sinais podem indicar que Marte já foi habitado por mais do que simples robôs. O rover Curiosity, da NASA, apontou um ingrediente chave para a vida em rochas retiradas da formação da Baía de Yellowknife, na cratera Gale.

Foi identificado na amostra carbono orgânico, criado e utilizado por todas as formas de vida conhecidas. Não é a primeira vez que cientistas identificam a estrutura no planeta, mas dessa vez ela foi encontrada em maior quantidade. 

Para fazer a medição, o rover utilizou o instrumento Sample Analysis at Mars (SAM). A ferramento usa oxigênio e calor elevado para converter o carbono orgânico em dióxido de carbono. O rover consegue calcular quanto material foi transformado em gás, chegando à quantidade original.

Sim, há chances do carbono orgânico vir de fontes não vivas, como meteoritos e erupções vulcânicas. Mas a quantidade encontrada pelo Curiosity – entre 200 e 273 partes por milhão (ppm) – é comparável ao que cientistas encontram em rochas terrestres localizadas em regiões com baixo índice de vida, como o deserto do Atacama, no Chile.

O carbono orgânico não foi o único sinal de vida encontrado na cratera em Marte. Havia ali outras condições propícias à vida, como fontes de energia química, baixa acidez e elementos essenciais para a biologia, como oxigênio, nitrogênio e enxofre.