Para não ficar atrás do Perseverance, o rover Curiosity, da NASA, gastou seus últimos dias analisando rochas interessantes na base do Monte Sharp — uma montanha no centro de Marte —, onde chegou em agosto de 2012. Durante as buscas, ele encontrou um arco semelhante a algumas das altíssimas formações geológicas presentes na Terra, mas com a diferença de ter apenas cerca de 15 centímetros de altura.

Imagens do arco tiradas no final da semana passada foram recentemente disponibilizadas no portal do Curiosity. A estrutura está localizada na cratera Gale de Marte, que é um local de impacto de meteoros de quase 4 bilhões de anos que provavelmente reteve água em algum ponto de sua história antiga, com base nos depósitos minerais de argila e sulfato localizados nela.

Essa formação foi única o suficiente para despertar o interesse dos cientistas da NASA. Eles fizeram o robô inspecionar a rocha de perto usando a ferramenta Química e Câmera, ou ChemCam, que pode criar imagens de rochas e descompactar sua composição química, e sua Câmera Mast, que tira fotos do terreno.

O arco de pedra fica no chão da cratera Gale e é um pouco deslocado, com um lado encontrando-se com o outro um pouco abaixo de seu cume. Comentaristas nas redes sociais disseram que a formação parece um gato em um jet ski ou a espinha de uma serpente. Se você olhar no espaço negativo do arco, ele se parece um pouco com um mapa achatado da Grã-Bretanha.

Seja o que for que você veja, a textura da rocha é um exemplo “particularmente caprichoso” do terreno na área, como explica Abigail Fraeman, geóloga planetária do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA,  em blog da Nasa.

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Perseverance, o rover marciano mais novo, atualizou os instrumentos em comparação com Curiosity, mas esta rocha está tão longe do Perseverance quanto Nova York está de Los Angeles, então nossas chances de vê-lo com mais detalhes são quase nulas. Porém, daqui a alguns anos, a NASA planeja enviar uma espaçonave para trazer rochas marcianas para a Terra. Assim, a Perseverance estará coletando e armazenando exemplares para eventual recuperação, um dos objetivos científicos mais ambiciosos até hoje no espaço. Essas rochas marcianas serão os objetos mais distantes do sistema solar a serem recuperados pela humanidade.