Como esperado, a Samsung anunciou a evolução do Galaxy Gear, relógio de pulso inteligente lançado há apenas cinco meses. No Gear 2, a maior mudança é que ele trocou o Android pelo Tizen, sistema operacional de código aberto que faz a bateria durar mais – e dá à Samsung uma sensação de independência.

Vale notar que, mesmo sem rodar Android, o Gear 2 é compatível com “dezenas” de smartphones e tablets da Samsung, em vez da seleção limitada do Gear original. Se você tem um celular de outra fabricante, ele não será compatível.

A tela mantém o display Super AMOLED de 1,63 polegadas e resolução 320×320. Mas há alguns upgrades internos: o Gear 2 possui um processador dual-core de 1 GHz, em vez do single-core de 800MHz no modelo anterior.

O relógio recebeu certificação IP67, ou seja, ele é resistente à água e poeira. Ele também ganha um player de música independente e um monitor de frequência cardíaca, tornando-se mais adequado para acompanhar sua atividade física.

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Você ainda pode fazer e atender ligações no pulso, receber notificações de apps, usar S Voice para emitir comandos por voz, e também controlar seu home theater usando o novo blaster infravermelho presente no relógio. São 68g, menos que os 73,8 g do gear original.

Além disso, a câmera de 2MP agora fica acima da tela, não na pulseira; então você pode trocar entre pulseiras – nas cores preto, marrom e laranja – o que parece ser a última das regalias. Afinal de contas, mal se passaram cinco meses desde o original.

A Samsung não diz quanto o Gear 2 vai custar, mas esperamos que seja menos que os caríssimos US$ 300 (R$ 1.300 no Brasil) do seu antecessor.

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Outra novidade aqui é o Gear 2 Neo: ele pode acabar sendo o smartwatch que a Samsung deveria ter feito desde o início. Ele é basicamente igual ao Gear 2, porém abandona a câmera que ninguém queria, e reduz o peso para 55g. E ele provavelmente será mais barato, embora o preço ainda não tenha sido revelado.

Ou seja, se o Gear não lhe interessava muito, provavelmente não há muito aqui para atrair você – os novos modelos são muito próximos do original.

E, pelo menos no papel, a mudança para o Tizen parece beneficiar mais a Samsung que seus clientes, um aviso ao Google que ela está bastante disposta a investir em alternativas ao Android. Ele não precisa ser um Galaxy para enfrentar o mundo.

A maior vantagem do Tizen é garantir 2 a 3 dias de vida útil da bateria, como promete a Samsung; o modelo anterior durava só 25 horas. Será interessante ver se o Tizen pode no mínimo tornar o Gear um pouco mais ágil que seu antecessor. Mas é difícil imaginar se ele pode resolver o problema dos apps, que ainda parecem inacabados.

Saberemos mais quando pudermos experimentar o Gear 2 e o Gear 2. Mas, por enquanto, duas coisas estão claras. Primeiro, o Galaxy Gear original parecia um produto beta porque era mesmo. Segundo, e mais importante: a Samsung está pronta para imaginar um mundo sem Android em uma escala mais ampla do que nunca. Este experimento pode ter repercussões que vão muito além de dois relógios de pulso. [Samsung]

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Gear 2, traseira

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Gear 2 Neo