Em 1997, o Papa João Paulo II declarou Isidoro de Sevilha como o santo padroeiro da internet. Santo Isidoro morreu no ano de 636, muito antes da primeira conexão host-to-host da ARPANET em 1969. Mas Isidoro tentou registrar tudo o que ele sabia em uma enciclopédia que foi publicada após a sua morte.

Diz o The Telegraph:



Santo Isidoro escreveu 20 livros Etymologiae, também conhecidos como Origines, nos quais ele tentou registrar tudo o que era conhecido. Publicado após a sua morte em 636, a obra foi por mil anos considerada a enciclopédia de todo o conhecimento humano.

Escrito em latim simples, era tudo o que um homem precisava para ter acesso a tudo o que ele sempre quis saber do mundo mas nunca teve coragem de perguntar, de 28 tipos de substantivos comuns a nomes de roupas femininas.

Era uma ferramenta usada por aqueles que buscavam sabedoria mais ou menos como a internet funciona hoje.

Vale ressaltar que alguns católicos não consideram Isidoro de Sevilha um santo “real”, já que ele simplesmente foi declarado um pelo Papa João Paulo II, em vez de passar por todo o processo tradicional de canonização. Mas como o Papa é considerado infalível em questão de fé, Isidoro de Sevilha é o melhor nome a quem os católicos podem recorrer na próxima vez que a internet cair.

Santo Isidoro de Sevilha não deve ser confundido com Santo Isidoro, o lavrador, o santo padroeiro dos trabalhadores do campo.

Image: via Wikimedia Commons