Para aumentar a velocidade do atendimento às ocorrências e facilitar o acesso ao banco de dados para descobrir se tal cidadão já tem passagem ou não, a Secretária de Segurança Pública de São Paulo anunciou que todas as 11 mil viaturas paulistanas terão um tablet para rodar às ruas da cidade.

O tablet é um dos primeiros produzidos no Brasil, desenvolvido pela mineira MXT — que nós já mostramos por aqui em fevereiro. Desde sempre a proposta do aparelho era o público corporativo, prometendo diversos tipos de conexões e robustez e segurança para o uso com dados mais sigilosos. É o caso da PM, claro: o tablet pode ser rastreado até mesmo se estiver desligado.

Para fazer a transmissão de dados em tempo real entre as viaturas e a central — entre imagens geradas pelas câmeras e envio de fichas criminais — a PM espera o LTE. Para a PM, o 3G é feito para o público comum e está “sujeito a congestionamentos” (leia-se: não daria certo e as informações chegariam atrasadas). Para comprar 16,5 mil tablets, o Estado gastará R$23 milhões — mas, no total, entre implementação e compras, serão gastos cerca de R$60 milhões.

Ou seja, informações mais rápidas para policiais, monitoramento de atividade dos próprios policiais e um ar todo futurista nas viaturas. Boa ideia, não? [Info e Folha]