Tem novidade na caça pela matéria escura: o satélite chinês DAMPE (explorador de partículas de matéria escura), que foi lançado em 17 de dezembro. As estações terrestres começaram a receber os primeiros dados transmitidos a partir dele. Com todos os sistemas operando na capacidade máxima, o satélite começa oficialmente sua missão de três anos.

Os planetas, estrelas, galáxias e tudo mais que vemos corresponde a apenas 4,9% do universo. Cerca de 26,8% são matéria escura. (O resto — 68,3% — é feito de energia escura, que, de acordo com as hipóteses dos físicos, é a causa da aceleração da expansão do universo.)

Nós sabemos que ela está lá por causa de seus efeitos indiretos — há até mesmo um mapa detalhado, graças ao Levantamento de Energia Escura — e os físicos vêm tentando há anos detectar diretamente a matéria escura, usando instrumentos no céu e em aceleradores de partículas, mas tudo isso sem sucesso até agora.

O DAMPE é semelhante, em se tratando de design, ao AMS (espectrômetro magnético alfa) da NASA, lançado em 2011 e atualmente a bordo da Estação Espacial Internacional. Ambos os instrumentos detectam raios gama, elétrons e raios cósmicos, na esperança de encontrar pistas do que pode ser a matéria escura.

Até agora, o AMS detectou algumas novas partículas de antimatéria, e os cientistas estão confiantes de que este excesso inesperado possa ser um indício de partículas de matéria escura. O DAMPE pode ajudar a levar esta pesquisa adiante.

[Xinhua via The Guardian]

Imagem: Lançamento do satélite DAMPE em 17 de dezembro. Crédito: Jin Liwang/Xinhua/Corbis.