Provavelmente sim, mas o movimento vai diminuir consideravelmente. Ao dizer que certos locais estão “permanentemente fechados”, o Google Places vira dor de cabeça para seus donos – e mostra uma tática cruel usada por concorrentes.

Reportagem de hoje do New York Times mostra diversos casos de estabelecimentos que foram fechados apenas virtualmente por dias ou semanas no Google Places, o sistema de crowdsourcing que dá notas e recomendações de lugares para quem está na rua em busca de algo. Em Hays, no Kansas, os usuários que buscavam um café não encontravam a opção do Coffee Rules Lounge, de Jason Rule. Por dias, ele era marcado como fechado e suas vendas caíram um bocado. Como isso aconteceu?

Basicamente, os usuários avisam quando um lugar fechou ou deixou de existir. Trata-se de uma premissa simples do crowdsourcing. É só clicar na opção e o Google analisa (de forma misteriosa) se é o caso de marcá-lo como fechado. Porém, isso abre espaço para um tática de guerrilha entre concorrentes: arranje alguém para ficar o dia todo dizendo que o café concorrente do bairro fechou e diminua o fluxo de consumidores por lá.

O Google diz que já sabe que há marcações “incorretas ou maliciosas” e que está modificando o sistema de contagem e peso dos votos. Provavelmente eles decidiram mudar tudo após dois caras dizerem que a sede do Google, em Mountain View, estava fechada – tudo em forma de protesto pelo misterioso sistema do Places. É o preço que se paga em confiar piamente em crowdsourcing e algoritmos. [NYT. Imagem capturada agora no Google Maps mobile – o estabelecimento em questão está aberto]