Máquinas em movimento perpétuo são coisas que pertencem ao mundo da fantasia apenas, mas há um monte de energia por aí que não custa nada para ser aproveitada. A calculadora e a estação meteorológica mostradas aqui são energizadas pelas microondas de uma torre de TV distante.

Torres de transmissão emitem toneladas de radiofrequência, na esperança de que uma parte dela chegue às antenas de TV e se transforme no Jornal Nacional. Já que as exigências energéticas dos aparelhos eletrônicos continuam caindo (conhece a Lei de Moore?), estas ondas de rádio agora atuam como corrente em um fluxo, girando as engrenagens digitais dentro de pequenos aparelhos eletrônicos. A pegadinha é que a antena que estiver captando e usando este sinal precisa estar "olhando" diretamente para a torre, sem nenhum obstáculo entre eles. O lado bom é que a torre de TV (ou de celular, ou mesmo de wi-fi) não vai nem sentir que está fornecendo energia. Todas aquelas ondas seriam perdidas de qualquer jeito.

A mesma equipe do Intel Labs Seattle também descobriu um jeito de desenvolver tags RFID sensíveis a movimento que funcionam com o mesmo transceiver RFID comum usado para contar caixas em supermercados e outras aplicações simples de tags — em outras palavras, equipamento que já está instalado em muitos lugares. Grudando as pequenas tags em múltiplos aparelhos domésticos, os pesquisadores puderam acompanhar o que as pessoas estavam fazendo com 90% de precisão. Algumas pessoas já estão testando estes chips RFID WISP (Wireless Identification and Sensing Platform) em utilização intracorpórea (para marcapassos) e submarina (testar água do mar a profundidades de até 1km).

O negócio é que nenhuma dessas tecnologias vai recarregar o seu celular ou alimentar o seu laptop. Para isso, você vai precisar de uma outra tecnologia da Intel, o Wireless Resonant Energy Link, revelada em 2007. Atualmente, um modelo de demonstração tem uma lâmpada de 45W operando em brilho máximo e sendo alimentada a 1 metro de distância com eficiência de 80%. E o melhor é que não eletrocuta as pessoas que passam perto. [Intel Labs Seattle]