O mercado de smartphones no Brasil teve queda no número de aparelhos vendidos no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, mas as receitas foram maiores. Isso significa que os brasileiros estão, em média, gastando mais por aparelho.

Segundo a consultoria IDC, foram vendidos 10,7 milhões de aparelhos entre janeiro e março deste ano, uma queda de 6% em relação ao mesmo trimestre de 2018. Isso totalizou R$ 13,7 bilhões de receita para as empresas, um aumento de 8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Fazendo as contas, o chamado tíquete médio foi de R$ 1280, contra R$ 1114 do primeiro trimestre do ano passado. Essa é, inclusive, uma tendência que já tinha sido vista nos relatórios anuais de 2018 e 2017 da IDC.

A consultoria também separa os valores gastos por faixa de preço. Nessa divisão, dá para ver que os intermediários mais caros, entre R$ 1200 e R$ 2499, estão ganhando terreno. Enquanto isso, modelos mais baratos e topos de linha estão perdendo participação. A maioria do mercado, entretanto, continua sendo de modelos entre R$ 500 e R$ 1199. Veja:

  • até R$ 499: 5% do mercado (11% a menos que o mesmo período de 2018)
  • de R$ 500 a R$ 799: 20% (28% a menos)
  • de R$ 800 a R$ 1199: 44% (24% a menos)
  • de R$ 1200 a R$ 1699: 18% (320% a mais)
  • de R$ 1700 a R$ 2499: 7% (247% a mais)
  • acima de R$ 2500: 7% (25% a menos)

Segundo Renato Meireles, analista de mercado da IDC Brasil, a projeção para o período era de uma retração de 11%, maior que os 8% observados. Ele atribui a queda mais suave à chegada de novos aparelhos ao mercado.

O aumento da receita, por sua vez, se explica pela procura por smartphones com especificações mais potentes e pelo aumento dos preços, que foram impactados pela flutuação cambial.

Para o ano de 2019 como um todo, a IDC estima que serão vendidos 43,38 milhões de smartphones, 2,4% a menos do que em 2018, com uma receita de R$ 59,6 bilhões, 12% a mais que no ano passado.