Os smartphone estão chatos há anos. Eles são apenas retângulos de vidro que se conectam à internet e tiram fotos. Ao tocar na tela, você pode fazer outras tarefas como enviar mensagens para seus amigos ou tocar música. Os novos smartphones estão cada vez maiores e finos que seus antecessores, mas, no fundo, fazem a mesma coisa. Este ano tem tudo para nos trazer algo diferente. Neste ano, os smartphones vão voltar a ser estranhos.

O Mobile World Congress, evento de tecnologia móvel realizado em Barcelona, começa na próxima semana, e esperamos ver toda uma nova classe de smartphones dobrados, dobráveis e, francamente, estranhos pela primeira vez. A Samsung iniciou essa leva na última quarta-feira (20) com o lançamento do Galaxy Fold, um dispositivo meio Frankenstein que se parece com um smartphone robusto e que se transforma em um pequeno tablet. Ele tem uma dobradiça para realizar essa transformação. O smartphone ainda tem uma tela AMOLED dobrável e seis câmeras. Na moral, o Galaxy Fold é esquisito para caramba, e é apenas um sinal do que vai vir por aí.

Devo admitir que eu adoro isso. Não faz tanto tempo que você poderia ir a uma loja de smartphones e ter uma experiência que parecia um safari de gadgets. Os aparelhos eram pequenas como barras de chocolate que se abriram e se iluminavam (sim, LG Chocolate, estou falando de você). Havia alguns que lembravam um canivete butterfly, como o Samsung Juke. Havia também os celulares Flip com pequenas telas na parte de fora e câmeras que ficavam perto da dobradiça (O LG CU500 foi um dispositivo memorável). E o que falar sobre o telefone com uma tela e que tinha um teclado QWERTY escondido? Poderia continuar falando do quanto sinto falta de celulares esquisitos, mas não o farei. (Sério, se você quiser relembrar, aqui tem uma lista de bons telefones esquisitos e antigos.)

Ainda assim, cá estamos — pensando em como os smartphones vão evoluir. Um fone sem entradas ou botões? Dê uma olhada no Vivo Apex 2019 ou o Meitu Zero. Estes dispositivos apostam em carregamento sem fio e feedback háptico para fazer algo que muitos designers de smartphone têm buscado há anos. Nesta mesma toada, se livrar do notch (recorte) inspirou outras companhias — como a Oppo, Xiaomi, Honor e Lenovo — a criarem versões contemporâneas do slider com uma câmera selfie que só aparece quando você precisar. Tem até alguns telefones, como o Nubia X e o Vivo Nex 2, que adicionaram uma segunda tela OLED na traseira para o usuário tirar selfies sem a necessidade de uma câmera frontal.

E agora estamos aí com os “dobradinhas”. Este é um nome que inventei para falar de displays dobráveis, incluindo o Galaxy Fold. É claro, não foi a Samsung quem começou com este conceito bizarro e fascinante. A Royole mostrou o seu smartphone dobrável na CES há algumas semanas. Rumores apontam que a ZTE também está trabalhando em um, e a Oppo tem uma patente para um desses.

A questão que fica é se as pessoas vão gostar desses telefones esquisitos. Nós não sabemos ainda dos gadgets impressionantes que estão para ser inventados, e dado que a inovação no ramo de tecnologia está estagnada nos últimos anos, nós deveríamos dar boas vindas a todas as ideias. Não resta dúvidas de que smartphones dobráveis são um pouco esquisito, mas considere que estamos no início de uma nova era de altas velocidades de internet sem fio graças ao 5G. É difícil saber quais dispositivos podemos desejar para a próxima geração de nosso mundo conectado.

Eu estou aberto a novas ideias. Me dê um smartphone que dobre como um cisne de origami, e eu o considerarei seriamente. De fato, estou aguardando por algo nesse estilo.