Corriam rumores de que a Sony cogitava vender sua divisão de smartphones. Agora, a empresa deixou isso bem claro: segundo a Reuters, o CEO Kazuo Hirai disse que “não desconsidera uma estratégia de saída” para as divisões mobile e de TV.

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Não é segredo que Apple e Samsung dominam a maior parte dos lucros em smartphones. Enquanto isso, nos últimos dois anos, a Sony sangrou US$ 3 bilhões em prejuízos na área de smartphones.

A empresa prometeu lançar menos smartphones ao longo de 2015, e também vai demitir 2.100 dos 7.000 funcionários na divisão mobile. Mas talvez nem isso seja o bastante para atuar num mercado “passando por competição intensa por preço e comoditização” – a Sony está tendo dificuldades em competir com smartphones cada vez mais baratos.

Por enquanto, a linha Xperia está a salvo, e continuará sob a tutela da Sony. No momento, o alvo é a divisão de Vídeo e Som: ela se tornará uma subsidiária, ou seja, uma empresa independente cujo resultado não prejudica a Sony como um todo. Isso também facilita uma potencial venda da divisão, responsável por home theaters, players de Blu-ray e dispositivos portáteis Walkman de áudio.

No ano passado, a Sony já separou a divisão de TVs do resto da empresa; este é mais outro mercado competitivo demais para ela. E fica o aviso: “a Sony também pretende avançar com os preparativos para separar outras unidades de negócio no futuro” – isso inclui os smartphones.

Há um ano, a Sony se desfez da divisão de PCs: ela agora pertence à VAIO Corporation, que vem lançando laptops caros apenas no Japão. Ela também desistiu de fazer leitores de e-book, devido à forte concorrência de empresas como a Amazon.

Desse jeito, o que vai restar da Sony? A empresa explica que continua apostando forte no PlayStation, em câmeras, e em sensores de imagem para smartphones (como o iPhone). Eles também são donos de estúdios de TV e cinema, e detêm parte da EMI Music Publishing, que controla o catálogo de artistas como Jay-Z, Beyoncé e deadmau5.

Ou seja, mesmo que a Sony se desfaça de algumas divisões, ela ainda continuará sendo uma gigante atuando em áreas bem diferentes. Só espero que alguém queira comprar a linha Xperia: ela é muito boa, e não queria que acabasse de vez. [Sony via Reuters]

Foto por Maurizio Pesce/Flickr