Para quem esperava que fosse mais fácil encontrar um PlayStation 5 nas próximas semanas, aqui vão as más notícias: em reunião com um grupo de analistas, a Sony avisou que muito provavelmente não poderá atender à demanda. Com isso, o console deverá continuar como um item escasso em praticamente todas as lojas pelo menos até 2022.

De acordo com a Bloomberg, até o dia 31 de março deste ano, a Sony vendeu 7,8 milhões de unidades do PS5. Segundo dados do NPD Group, foi o console que vendeu mais rapidamente na história dos Estados Unidos. A meta da companhia para o próximo ano fiscal, que se encerra em março do ano que vem, é de comercializar mais 14,8 milhões de consoles.

Contudo, embora o dispositivo esteja vendendo bem nestes seis meses desde o lançamento, a Sony admitiu que ainda enfrenta sérias dificuldades para acompanhar o número de pedidos. Na verdade, não há nem previsão da própria empresa para que a escassez acabe, contrariando declarações do presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment, Jim Ryan, que deu a entender que a oferta de PS5 aumentaria no segundo semestre de 2021.

De acordo com a Sony, a principal culpada por essa falta de estoque é a escassez global de chips, que afetou não apenas a fabricante japonesa, mas praticamente toda a indústria. Hiroki Totoki, diretor financeiro da Sony, afirmou que, mesmo se a empresa assegurasse mais aparelhos e aumentasse a produção no ano que vem, o “fornecimento da Sony não seria capaz de acompanhar a demanda”.

Segundo a Bloomberg, Totoki também disse que a demanda pelo console permaneceria alta, mesmo que em alguns países as pessoas agora começam a sair mais de casa com um possível início do fim da pandemia, já que mais gente está sendo vacinada. A Sony declarou que os usuários ativos mensais da Playstation Network caíram para 109 milhões no último trimestre, ante 114 milhões no trimestre anterior.

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O PlayStation 5 não é o único console que enfrenta problemas de abastecimento. A Microsoft também tem se esforçado para atender à demanda para o Xbox Series X|S.

Já o Nintendo Switch parece ser o que menos foi afetado até então. Em partes porque não era uma tarefa fácil encontrar o videogame mesmo antes da pandemia — algo que a Nintendo prometeu corrigir ao aumentar a produção do console. Ainda assim, a companhia japonesa declarou a investidores na semana passada que as vendas do Switch devem perder força nos próximos meses, seja pela falta de chips ou pela adoção dos consoles da concorrência.

No Brasil, o cenário é o mesmo. E até pior, levando em consideração que o valor cobrado pelos consoles no País está entre os mais caros do mundo.