A câmera em formato de lente QX1, da Sony, dá continuidade ao conceito apresentado pela empresa ano passado com a QX10 e QX100. Desta vez, a câmera vem com um sensor de imagem maior e suporte a lentes intercambiáveis, ambos herdados da incrível linha de câmeras mirrorless da Sony. Lentes intercambiáveis em um smartphone é um negócio tão maluco quanto parece.

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Como nos modelos anteriores, é preciso acoplar a QX1 ao seu aparelho com a braçadeira que vem inclusa no pacote. A câmera sincroniza com o smartphone através de uma conexão direta Wi-Fi e usa o app PlayMemories, da Sony, como viewfinder.

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A diferença é que enquanto a QX10 e QX100 usavam sensores e lentes de câmeras compactas já existentes da Sony, como a RX100 II, a QX1 tem um sensor APS-C de 20,1 mega pixels e suporte a lentes E-mount compatível com todas as lentes desse formato já lançadas. Câmeras que não caibam no seu bolso estão morrendo, então a lógica aqui é que toda a excelente tecnologia de imagem da Sony seja feito de forma que funcione com seu smartphone – mesmo que com isso ele se aproxime perigosamente da qualidade profissional de equipamentos dedicados e mais caros.

Além disso, a Sony também trouxe uma versão com zoom de longo alcance, a QX30, com zoom óptico de, adivinhe, 30x. Ela será vendida por US$ 350.

A QX1 custará US$ 400 quando for lançada em novembro, no exterior. Esse preço é dela sozinha, o que significa que será preciso desembolsar mais uma grana para comprar uma lente – a Sony não citou se haverá versões que já vêm com uma lente no pacote. Se não, é bom preparar uns US$ 300, preço que a Sony cobra na lente padrão do formato, a 16-50mm f/3,5-5,6. E mais ainda, já que o ponto de se ter uma câmera que suporta lentes intercambiáveis é explorar essa flexibilidade, ou seja, ter mais de uma à disposição.

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A QX10 e QX100, do ano passado, trouxeram para o mercado um conceito bem estranho mas, em última análise, intrigante. E ainda que elas tenham sido bem sucedidas em certa medida, é de se questionar até que ponto a Sony conseguirá levar essa ideia.

Das duas câmeras, a QX30 parece fazer um pouco mais de sentido já que ela mantém uma pegada mais “point-and-shoot”, de uma variedade mais férias de família graças ao super zoom.

A QX1, por outro lado, parece testar os limites desse conceito. Sabemos o que aquele sensor de imagem é capaz de fazer, e o sistema de lentes intercambiáveis da Sony tem se mostrado excelente já faz alguns anos. Mas ele se aplica quando pendurado em um smartphone? Se a lente em uso for uma das pequenas, estilo pancake, o trambolho não fica muito distante das primeiras QX, mas usar recursos como o foco manual parece um tanto quanto estranho. E, o mais importante, trocar lentes pode não ser o que pessoas que compram esse tipo de acessório estão interessadas.

Ainda assim, os experimentos com câmeras da Sony têm nos surpreendido recorrentemente, então talvez valha a pena dar um crédito a ela até colocarmos as mãos e testarmos a fundo esses novos produtos.

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