Fato 1: Estou há um mês viciado no jogo de tênis de mesa que vem no kit do Playstation Move para PlayStation 3. A precisão e realismo são sensacionais. Ele tem o que eu queria: um jogo “sério” com controles por movimento. Fato 2: O kit com câmera, apenas um bastão (Forever Alone) e um jogo custa US$ 99, nos EUA, onde meu irmão comprou pra mim – porque sou pobre. Fato 3: A Sony usa uma taxa de conversão do dólar bem estranha, pois esses mesmos US$ 99 (170 Reais) lá viram 800 Reais aqui, preço do kit nacional anunciado hoje e que chega às lojas nos próximos dias.

Não vou ficar xingando aqui. A Sony Brasil coloca a etiqueta que quiser, e paga quem não tem parente indo para os EUA, não é mesmo? Eu até já gastei tempo demais para dizer que essa nossa mania de botar a culpa simplesmente nos impostos tem de ser reavaliada. Mas para ver que há algo estranho, basta comparar com o concorrente Kinect, sensor de movimentos do Xbox 360, que tem uma caixa mais pesada, foi lançado depois nos EUA, tem versão nacional com tudo em português e selo da Anatel da mesma forma, e custa oficialmente R$ 200 a menos que o Move (a bem da verdade, é interessante lembrar que você não consegue achá-lo para vender em lugar algum).



São números bacanas, e por isso vou repetí-los:
EUA: PS Move Bundle: US$ 99. Kinect: US$ 149
Brasil: PS Move Bundle: R$ 800. Kinect: R$ 600.

Semana passada, rolou uma ação publicitária sensacional com supercarros e pilotos desfilando por São Paulo para promover o jogo Gran Turismo 5. Estive lá, tirei fotos, babei nos carros e tudo. Legal, mas essa festa certamente não foi barata. E eu trocava isso feliz por preços mais dentro da realidade brasileira. Não sou economista, mas acho que eles podem ajudar mais a filial brasileira da Sony a convencer os gringos que o mercado oficial de videogames no País é viável. [Kotaku BR]