Uma das instruções da Organizar Mundial da Saúde (OMS) para combater a coronavírus é testar o máximo de pessoas possível. O desafio é conseguir suprimentos o suficiente para se adequar a essa orientação. Nesta segunda-feira (23), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), anunciou a criação de uma rede para testes de COVID-19 para realizar 2.000 exames por dia.

Segundo o governador, a “rede corona de testes” será composta por 17 laboratórios ligados à USP, com o apoio o Instituto Butantan. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou, por enquanto, que os testes serão usados apenas nos casos mais graves e prioritários.

A Prefeitura de São Paulo também disse que irá ampliar rede de testes do coronavírus na capital. O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que comprou 100 mil exames para uso nos postos da rede municipal de saúde.

O governo federal também anunciou no último sábado (21) que irá distribuir 10 milhões de testes rápidos para ampliar o número de pacientes testados para o novo coronavírus no País, avaliados a R$ 75 cada. Ainda não detalhes sobre a programação de distruibuição desses testes, nem de quais empresas eles serão comprados.

Para efeitos de comparação, a Coreia do Sul, um dos modelos na iniciativa de testes em massa da população, testa cerca de 20.000 pessoas por dia – o maior número per capita do mundo. O país da Ásia relatou o menor número de novos casos nas últimas quatro semanas, quando a taxa de infecção teve um pico por lá. No total, foram 8.961 casos, com 111 mortes.

O governador de São Paulo também anunciou a abertura de 900 leitos de UTI para tratamento de pacientes com coronavírus no Hospital das Clínicas. A partir de sexta-feira, 200 estarão disponíveis, e o restante deve ficar pronto até 10 de abril.

A partir desta terça-feira (24), passa a valer a quarentena nos 645 municípios do estado de São Paulo. Todos os comércios e serviços não essenciais serão fechados por pelo menos 15 dias. Hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas, públicas ou privadas, terão o funcionamento normal.

Outros estabelecimentos, como armazéns, serviços de transporte público, serviços de call center, petshops, bancas de jornais, táxis e aplicativos de transporte também podem funcionar, desde que sigam as orientações dos sanitaristas. Bares e restaurantes devem fechar e só poderão atender por delivery.