Um jovem Carl Sagan ganha vida em Star Stuff, curta-metragem do diretor croata Ratimir Rakuljic. O filme mostra uma reencenação de como um garotinho do Brooklyn com um gosto apurado para a ciência e para o pensamento se tornou um amado ícone da divulgação científica.



O filme é baseado nas histórias contadas por Sagan sobre sua própria vida em seus escritos, colhidas da coleção de Seth MacFarlane do arquivo de Carl Sagan e Ann Druyan. Fãs de carteirinha e com olhos bem apurados irão notar detalhes biográficos como o bairro de Bensonhurst, os livros de ficção científica no quarto do garoto (Uma princesa de Marte, de Edgar Rice Burroughs, faz uma pequena aparição), um pôster da Feira Mundial de Nova Iorque, e idas à biblioteca pública para aprender mais sobre as estrelas (as cósmicas, não as de Hollywood).

Sagan lembra que tinha apenas cinco anos quando sua mãe lhe deu um cartão da biblioteca, e como o filme retrata, ele ficou encantado ao descobrir que o sol era uma estrela próxima, apenas uma das bilhões e bilhões de estrelas do universo, que era muito maior do que ele jamais tinha imaginado. A famosa frase que levou à bem-humorada ideia de sagan — uma unidade de medida associada a um número muito grande de alguma coisa.

E não são apenas bilhões de estrelas: elas formam cerca de 100 bilhões de galáxias. Talvez você se identifique, como eu, com o jovem Sagan do filme: “De repente tudo parece muito maior. Ao menos para mim.”

[Via Nerdist]

Imagem: Hubble Ultra-Deep Field. Créditos: NASA. Domínio público.