A Microsoft está no meio de sua possível renascença, e quem está comandando a empresa? O bom e velho Steve Ballmer. Ashlee Vance da Businessweek fez um ótimo perfil sobre o presidente da Microsoft, e pelo visto Ballmer é um homem incompreendido – ele parece capaz de guiar a empresa para o futuro.

Verdadeiro ou não, o senso comum sobre Ballmer é que ele fala alto e é louco e direto, e provavelmente incapaz de tirar a Microsoft de seu rumo voltado para empresas. Mas agora até as empresas estão receosas em depender da Microsoft, porque há muito tempo sente-se que ela não percebeu a realidade do mercado de consumidores. Esta contradição, e a inverdade por trás dela, fica bem clara quando se trata da nuvem:

A expressão mais completa da ambição de Ballmer é a estratégia em computação na nuvem da Microsoft. Cerca de 40 milhões de pessoas assinam o serviço Xbox Live de US$60 por ano, que fornece jogos e programas de TV. E também há o serviço Zune para música e filmes, que funciona em Xboxes, PCs e celulares. Este ano, a Microsoft levou seu software Office para a nuvem, e eles têm dezenas de milhares de clientes pagantes em sua serviço de software empresarial chamado Azure. Através do serviço para consumidores SkyDrive, pode-se armazenar arquivos online e salvar automaticamente na nuvem as fotos e vídeos feitos com Windows Phones, e então acessá-los através do PC ou Xbox.

A Microsoft na verdade se virou muito bem na nuvem, mas as empresas ainda estão hesitantes em depender do nome Microsoft. Quanto a isso, Ballmer e a Microsoft vêm agindo na área de marketing para tentar mudar esta imagem:

Atualmente, a Microsoft tem 14 lojas de varejo e pretende abrir até outras 75 nos próximos três anos, geralmente colocando-as o mais próximo possível de Apple Stores. “Bem, as pessoas estarão lá, e nós temos que combater [as lojas da Apple] mesmo”, disse Ballmer dando de ombros. Enquanto isso, a Microsoft vem dando a Best Buys, Wal-Marts e a outros parceiros um treinamento sobre a Nova Microsoft em um local com 1.900m² a alguns quilômetros da sede em Redmond, chamado Retail Experience Center, ou REC.

Mas felizmente, Ballmer parece entender que a única forma de trazer a Microsoft de volta ao ponto de ser invejada – em vez de ser um alerta para as que cometeram os mesmos erros – é criar coisas grandes, ser impressionante:

O histórico ruim da Microsoft em antecipar tendências de tecnologia aumenta a tensão. A empresa gastou US$9 bilhões em pesquisa e desenvolvimento ano passado – de longe, mais do que qualquer outra empresa de tecnologia – e no entanto permanece em um caro jogo de alcançar a concorrência. Ballmer tende a desconsiderar produtos fracassados, dizendo que a empresa não corre atrás de tendências passageiras. A Microsoft investe para o longo prazo, e a história mostra que isto tende a ganhar no final. “A percepção não é contínua”, diz ele. “Você é o que você é, o que quer que isso seja. E então tem um momento aha! quando as pessoas dizem que você virou outra coisa.”

Então sim, Ballmer sabe que a Microsoft está tropeçando, mas ele está tentando compensar isto com ótimos produtos e ideias. E está dando certo, na maior parte. O Windows 8 está incrível. O Windows Phone é uma plataforma móvel realmente nova e inovadora. E como a Microsoft tem uma grana imensa para gastar em pesquisa e desenvolvimento, sempre há o perigo – a esperança, na verdade – de que eles consigam usar estes recursos para criar algo incrível. Há muito mais no perfil de Ballmer (em inglês), então leia o texto completo na Businessweek: [Businessweek]