A empresa de pagamentos Stone estreou hoje na Nasdaq, segunda maior bolsa de valores do mundo, em Nova York. Sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) captou US$ 1,22 bilhão. O início da venda de papéis ocorreu um dia depois de a companhia informar à SEC (órgão responsável por regulamentar o mercado financeiro norte-americano) ter sido vítima de vazamento de dados e de chantagem.

Segundo o comunicado enviado ao órgão, uma parte do código-fonte do Pagar.me, um dos produtos da Stone, e da maquininha de cartões foi publicado na internet. Também houve tentativa de forçar a empresa a pagar uma quantia para que outras partes não fossem reveladas. Mesmo assim, a companhia disse ao regulador que não acredita que houve “acesso não autorizado, transferência ou uso inadequado de informações pessoais ou financeiras ou dados de negócios de nossos clientes e seus consumidores”. A empresa também disse estar monitorando a situação e que acionará a Justiça brasileira.

Isso, porém, parece não ter afetado o interesse do mercado financeiro norte-americano pela empresa, considerada muito inovadora. Os papéis abriram a um valor de US$ 32, um terço acima do preço de US$ 24 estipulado no IPO. Entre os nomes atraídos, estão a Ant Financial, da chinesa Alibaba, e a Berkshire Hathaway, do famoso bilionário Warren Buffett. A avaliação é de que a empresa vale quase US$ 9 bilhões. A Stone espera usar os recursos captados para aquisições.

A empresa, que tem concorrentes como Cielo e Rede, processa hoje 5,4% das transações de cartões no Brasil. Ela segue os passos da PagSeguro, que abriu capital na Bolsa de Nova York no começo do ano.

[Reuters, Folha de S.Paulo, Estadão]