Ano passado, o supercomputador Watson da IBM ganhou de humanos em uma batalha de inteligência. E neste ano, ele começará a diagnosticar pacientes em um hospital de Nova York que trata de câncer.

Nos últimos seis meses, o Watson está passando por um período de residência – assim como um médico – aprendendo a praticar medicina através de simulações, que são realizadas usando um aplicativo criado pela IBM.



Mas ainda este ano, o supercomputador vai começar a tratar de pacientes reais no Memorial Sloan-Kettering, o maior centro de oncologia de Nova York. Ele não fará cirurgias, no entanto, nem dará apenas um diagnóstico. A FastCompany explica:

[O]s médicos do Sloan-Kettering começarão a testar a máquina da IBM em pacientes reais. O aplicativo da Sra. Yamato mostra como vai funcionar. Depois que [o médico Mark] Kris insere os resultados dos exames médicos, Watson começa a deliberar. “Ele está usando seus algoritmos”, diz Kris enquanto nós encaramos o iPad. “Ele está vendo para onde os dados o levam hoje.” Na tela, gira um globo colorido.

Em poucos segundos, Watson oferece três possíveis opções de quimioterapia, exibidos em barras com diferentes níveis de confiança – uma escolha acima de 90%, e duas acima de 80%. “O Watson não lhe dá a resposta”, diz Kris. “Ele dá uma gama de respostas.” Então cabe a Kris decidir.

Ou seja, o Watson não substitui um médico, nem toma decisões por ele. A tarefa do supercomputador é o que ele faz de melhor: analisar dados. E segundo a FastCo, ele faz isso muito bem – melhor do que qualquer humano.

O Watson pode ingerir mais dados em um dia do que qualquer humano poderia em uma vida inteira. Ele consegue ler todos os periódicos médicos do mundo em menos tempo do que um médico leva para beber uma xícara de café.

De uma só vez, ele consegue ler históricos de pacientes; ficar de olho em testes recentes de remédios; se informar sobre a potência de novas terapias; e seguir diretrizes que ajudam os médicos a escolher os melhores tratamentos. O Watson nunca sai de férias. E nunca se esquece de um fato. Pelo contrário, ele continua aprendendo.

O Watson foi construído para aprender, por isso ele sempre ficará mais inteligente à medida que trabalha no hospital. A seguradora americana Wellpoint já usa a máquina-gênio para lidar com casos muito complexos. No entanto, o trabalho do Watson no hospital de oncologia é ainda mais impressionante: isso mostra que o computador é mais do que apenas um convidado num game-show. [FastCompany]