O bilionário sul-africano Elon Musk chegou à marca dos 100 milhões de seguidores no Twitter. E, ao contrário de outras personalidades ligadas a redes sociais, Musk realmente usa para valer sua página. Ou, melhor dizendo, como um usuário comum o faz.

Mark Zuckerberg, por exemplo, há muito tempo usa sua página do Facebook essencialmente para divulgar comunicados a imprensa, como uma extensão de sua assessoria de imprensa. Adam Mosseri, o chefe do Instagram, trata sua conta pessoal de forma parecida.

Para Musk, o Twitter realmente parece ter ares de “microblog”. Além de dar notícias sobre suas empresas e negócios, o bilionário também emite comentários políticos (e outras opiniões polêmicas), responde haters, e, no geral, se expõe mais do que deveria. Como um tuiteiro de respeito.

Tudo muito bem, tudo muito bonito. Mas e como andam as negociações entre o Twitter e Elon Musk? O negócio melou de vez?

Para quem não se lembra, aí via um breve resumo. Em abril deste ano, o dono da Tesla tentou comprar 9,6% das ações da rede social. O conselho do Twitter chegou a aprovar a proposta de US$ 44 bilhões (aproximadamente R$ 205 bilhões) de Elon Musk para adquirir esse pedaço da plataforma.

Em maio, Elon tuitou que a compra tinha sido temporariamente suspensa. De acordo com o bilionário, o fechamento do acordo dependia da confirmação da quantidade de usuários que possuem contas falsas e de spam na rede social.

A novela continuou com o empresário enviando uma carta por representantes à Comissão de Títulos e Câmbio do EUA. Musk ameaçou, novamente, abandonar o acordo, acusando a rede social de não liberar dados sobre contas falsas e spams.

No último capítulo, Elon Musk conseguiu os dados das contas falsas que queria para completar sua aquisição do Twitter. No entanto, para alguns cientistas de dados e especialistas, o bilionário não deve encontrar as respostas conclusivas que busca sobre o número de contas falsas na plataforma. Ou seja, ao que parece, pouco valeu bater o pé.

Quais serão os próximos capítulos entre Elon Musk e Twitter? Só nos resta aguardar. Uma coisa é certa: o Twitter, por incrível que parece, seguirá sendo uma das principais fontes para entender a mente do homem mais rico do mundo.