Não porque o papel seja melhor: como explica o UOL, em São Paulo tenta-se digitalizar o trabalho dos agentes de trânsito desde 2005, mas a tecnologia chega sem o treinamento necessário. Por isso, a modernização nunca sai do papel – e os fiscais também não.

Hoje, os “marronzinhos” – os fiscais de trânsito de São Paulo – usam o portátil que você vê aí em cima, o Pidion BIP-6000, da sul-coreana Bluebird. A cidade alugou 1.245 aparelhos por R$5,8 milhões, por 48 meses. Existe uma versão do BIP-6000 que roda Android, mas os palmtops dos marronzinhos estão com o arcaico Windows Mobile. Para os agentes, claro, o problema é outro:

A primeira [das críticas] é que não teria havido um treinamento formal para o uso do produto –apenas orientações superficiais. Além disso, os homens da CET classificam o dispositivo como um “trambolho”, pois ele é muito maior que um celular: pesa 400 gramas e tem 16 centímetros de altura.

Como o aparelho é voltado para os setores de logística, construção e serviço públicos – como polícia e fiscalização – o aparelho é resistente e, por contar com uma bateria grande de 4.400mAh, é grosso: são 3,5cm de espessura e 16cm de altura. Isso é compreensível.

O problema é adquirir a tecnologia e esperar que todos magicamente aprendam como usá-la. O que poderia tornar a fiscalização mais rápida e mais confiável acaba falhando não por falta de recursos, nem por falta de interesse – só por falta de treinamento. Enquanto isso, os marronzinhos confiam no que eles já conhecem: o papel.

O UOL entrou em contato com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Ambos os órgãos falam que usam aparelhos semelhantes, mas não mencionam qualquer tipo de treinamento para tanto. Vale conferir a reportagem completa para mais detalhes: [UOL Notícias]