Um vídeo de um Tesla Model S explodindo enquanto estava estacionado em uma garagem em Xangai viralizou em abril deste ano, após ser publicado na rede social Weibo. O material de 22 segundos foi captado pelas câmeras de segurança da garagem e mostrava o carro pegando fogo repentinamente.

Pouco mais de dois meses de investigação e temos a resposta sobre o por que isso aconteceu. Na última sexta-feira (28), a Tesla revelou que um único módulo da bateria (que é composto de várias células) fez com que o incêndio começasse.

De acordo com a empresa, não foram encontrados nenhum defeitos no sistema do Model S. Porém, havia um defeito em um módulo de bateria que fica na parte da frente do veículo.

Eles reavaliaram as configurações de gerenciamento de carga e das condições térmicas do Model S e Model X e enviaram uma atualização de software para “ajudar a proteger ainda mais a bateria e melhorar sua longevidade”, conforme um comunicado.

A companhia disse ainda que seu sistema de segurança estava funcionando corretamente, o que ajudou a manter o resto da bateria intacta. “Qualquer pessoa dentro do carro teria tido tempo de sair com segurança”, afirma a Tesla.

De acordo com o TechCrunch, essa atualização de software havia sido anunciada em maio, depois de um incêndio envolvendo um Model S em Hong Kong.

A companhia diz ainda que seus carros elétricos têm 10 vezes menos chances de pegar fogo do que carros movidos a gasolina ou diesel.

Uma competidora chinesa da Tesla, a Nio, disse no Weibo que alguns de seus módulos de bateria também podem ter problemas de segurança, e iniciou um recall de 4.803 veículos após três incidentes de incêndios.

Recentemente, a Audi também iniciou um programa de recall voluntário para a SUV E-Tron após descobrir que a umidade pode chegar até a célula da bateria por meio do cabeamento elétrico. Não houve casos de incêndio relacionados ao veículo da Audi.

[Reuters, TechCrunch]